<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688</id><updated>2011-07-29T01:35:49.091-07:00</updated><category term='canções'/><category term='poemas'/><title type='text'>TEMPOS COMPOSTOS</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>78</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-882279121694999074</id><published>2008-02-29T12:25:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:40.181-08:00</updated><title type='text'>Até à próxima</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R8hqdXsH5nI/AAAAAAAAAGY/lL3cIR3HMyY/s1600-h/Tejo_2_blg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172501224842847858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R8hqdXsH5nI/AAAAAAAAAGY/lL3cIR3HMyY/s400/Tejo_2_blg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Este blogue chega hoje ao fim.&lt;br /&gt;Obrigado aos que com ele colaboraram e a todos os leitores que o visitaram ao longo dos últimos seis meses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-882279121694999074?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/882279121694999074/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=882279121694999074' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/882279121694999074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/882279121694999074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/02/at-prxima.html' title='Até à próxima'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R8hqdXsH5nI/AAAAAAAAAGY/lL3cIR3HMyY/s72-c/Tejo_2_blg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-2066254730543117646</id><published>2008-02-25T08:20:00.000-08:00</published><updated>2008-02-25T08:23:18.070-08:00</updated><title type='text'>Padre António Vieira - Sermão de Santo António</title><content type='html'>Para concluir a série de textos que pretende acompanhar a língua portuguesa na sua evolução ao longo dos séculos, escolhemos um excerto de um sermão do grande vulto do barroco português (e brasileiro): o &lt;strong&gt;Padre António Vieira&lt;/strong&gt;, de quem se celebra este ano o 400º aniversário de nascimento (&lt;strong&gt;1608-1697&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;Da ordem dos jesuítas, viveu grande parte da sua vida no Brasil (onde denunciou a escravatura dos índios) e foi uma figura controversa e anti-convencional, defensor de ideias consideradas hoje modernas (viria a ser perseguido pela Inquisição por defender os “cristãos novos”, judeus convertidos recentemente ao cristianismo). Foi um dos maiores prosadores da língua portuguesa, através das suas &lt;em&gt;Cartas&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Sermões&lt;/em&gt;. A sua obra ficou também marcada pela concepção visionária do “Quinto Império” (que seria o Império Português, identificado como o reino do Espírito Santo no Terra), de índole sebastianista, do qual pretendia ser profeta e intérprete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consulte uma biografia do Padre António Vieira &lt;a href="http://www.vidaslusofonas.pt/padre_antonio_vieira.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excerto do “Sermão de Santo António”, pregado em São Luís do Maranhão, no Brasil, em 1654:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, porém, que vos vades, assim como ouvistes os vossos louvores, ouvi também agora as vossas repreensões. Servir-vos-ão de confusão, já que não seja de emenda. A primeira cousa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. Se fora pelo contrário, era menos mal. Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande. Olhai como estranha isto Santo Agostinho: Homines pravis, praeversisque cupiditatibus facti sunt, sicut pisces invicem se devorantes: «Os homens com suas más e perversas cobiças, vêm a ser como os peixes, que se comem uns aos outros.» Tão alheia cousa é, não só da razão, mas da mesma natureza, que sendo todos criados no mesmo elemento, todos cidadãos da mesma pátria e todos finalmente irmãos, vivais de vos comer! Santo Agostinho, que pregava aos homens, para encarecer a fealdade deste escândalo, mostrou-lho nos peixes; e eu, que prego aos peixes, para que vejais quão feio e abominável é, quero que o vejais nos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhai, peixes, lá do mar para a terra. Não, não: não é isso o que vos digo. Vós virais os olhos para os matos e para o sertão? Para cá, para cá; para a cidade é que haveis de olhar. Cuidais que só os Tapuias se comem uns aos outros? Muito maior açougue é o de cá, muito mais se comem os Brancos. Vedes vós todo aquele bulir, vedes todo aquele andar, vedes aquele concorrer às praças e cruzar as ruas; vedes aquele subir e descer as calçadas, vedes aquele entrar e sair sem quietação nem sossego? Pois tudo aquilo é andarem buscando os homens como hão-de comer e como se hão-de comer. Morreu algum deles, vereis logo tantos sobre o miserável a despedaçá-lo e comê-lo. Comem-no os herdeiros, comem-no os testamenteiros, comem-no os legatários, comem-no os credores; comem-no os oficiais dos órfãos e os dos defuntos e ausentes; come-o o médico, que o curou ou ajudou a morrer; come-o o sangrador que lhe tirou o sangue; come-a a mesma mulher, que de má vontade lhe dá para a mortalha o lençol mais velho da casa; come-o o que lhe abre a cova, o que lhe tange os sinos, e os que, cantando, o levam a enterrar; enfim, ainda o pobre defunto o não comeu a terra, e já o tem comido toda a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já se os homens se comeram somente depois de mortos, parece que era menos horror e menos matéria de sentimento. Mas para que conheçais a que chega a vossa crueldade, considerai, peixes, que também os homens se comem vivos assim como vós.  [...]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-2066254730543117646?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/2066254730543117646/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=2066254730543117646' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2066254730543117646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2066254730543117646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/02/padre-antnio-vieira-sermo-de-santo.html' title='Padre António Vieira - Sermão de Santo António'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-8097417981307168399</id><published>2008-02-13T03:00:00.000-08:00</published><updated>2008-02-13T03:01:59.889-08:00</updated><title type='text'>Sá de Miranda - O sol é grande, caem co'a calma as aves</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Francisco de Sá de Miranda&lt;/strong&gt; nasceu em Coimbra, entre 1481-1485, e morreu no Minho, em 1558, numa quinta à qual se recolheu para afastar-se da vida da corte. É considerado um dos maiores poetas do século XVI (o século de ouro da poesia portuguesa). Tendo vivido cinco anos em Itália, Sá de Miranda foi o principal introdutor em Portugal das novas formas poéticas do Renascimento, a que se convencionou chamar “medida nova” (isto é, uma medida poética mais exigente, introduzindo o decassílabo, que se conjuga com uma maior complexidade dos conteúdos), em contraste com as formas poéticas tradicionais da Península Ibérica (que a partir de então se passaram a designar “medida velha”). Tendo influenciado os demais poetas portugueses, que progressivamente foram adoptando as novas formas poéticas, Sá de Miranda não abandonou por completo, no entanto, a tradição poética peninsular: assim, da sua produção constam, por exemplo, sonetos e éclogas em medida nova (seguindo a lição do &lt;em&gt;dolce stil nuovo&lt;/em&gt; italiano) e vilancetes e cantigas em metro tradicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No soneto apresentado, um dos mais belos do poeta, o poeta trata o tema da mudança, observando as transições na natureza e comparando-as consigo mesmo (“também mudando-m’eu fiz doutras cores”), verificando que não possui no entanto a mesma capacidade de renovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol é grande, caem co’a calma as aves,&lt;br /&gt;do tempo em tal sazão, que sói ser fria;&lt;br /&gt;esta água que d’alto cai acordar-m’-ia&lt;br /&gt;do sono não, mas de cuidados graves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó cousas, todas vãs, todas mudaves,&lt;br /&gt;qual é tal coração qu’em vós confia?&lt;br /&gt;Passam os tempos vai dia trás dia,&lt;br /&gt;incertos muito mais que ao vento as naves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vira já aqui sombras, vira flores,&lt;br /&gt;vi tantas águas, vi tanta verdura,&lt;br /&gt;as aves todas cantavam d’amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é seco e mudo; e, de mestura,&lt;br /&gt;Também mudando-m’eu fiz doutras cores:&lt;br /&gt;E tudo o mais renova, isto é sem cura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VOCABULÁRIO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;sazão&lt;/strong&gt; – estação; &lt;strong&gt;sói&lt;/strong&gt; (verbo soer) – costuma; &lt;strong&gt;cuidados&lt;/strong&gt; – pensamentos, preocupações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-8097417981307168399?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/8097417981307168399/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=8097417981307168399' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8097417981307168399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8097417981307168399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/02/s-de-miranda-o-sol-grande-caem-coa.html' title='Sá de Miranda - O sol é grande, caem co&apos;a calma as aves'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-6403448156369112743</id><published>2008-02-07T02:05:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:40.345-08:00</updated><title type='text'>Gil Vicente - Farsa de Inês Pereira</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R6rYQSyaX5I/AAAAAAAAAGQ/6Q2MY_VIcXU/s1600-h/images/1069.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164177697166483346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R6rYQSyaX5I/AAAAAAAAAGQ/6Q2MY_VIcXU/s400/images%255C1069.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Imagem que acompanha a edição dos Autos de Gil Vicente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Gil Vicente&lt;/strong&gt; (1465-1536) foi um importante dramaturgo, considerado o pai do teatro português e a sua figura mais saliente. Compôs a sua vasta obra (cerca de 50 autos, isto é, peças de teatro) entre 1502 e 1536, tendo representado as peças nas cortes reais. As raízes do teatro vicentino estão na produção teatral medieval de origem francesa. Aliás, a sua estética e a sua linguagem são marcadamente medievais, apesar de na sua obra se reflectirem as profundas mudanças da sociedade portuguesa ligadas aos descobrimentos (é frequente o contraste entre o mundo antigo, ligado ao cultivo da terra e a valores tradicionais, e o mundo novo, ligado à exploração marítima e a usos e costumes inovadores). Gil Vicente escreveu muitas moralidades (peças essencialmente doutrinais), mas as peças mais marcantes e que mantêm maior actualidade são as que têm maior componente satírica: as “barcas” (peças em que embarcações comandadas por um diabo e por um anjo conduziam os mortos ao inferno ou ao paraíso, e que tinham como missão alertar para os pecados sociais através de personagens-tipo ao mesmo tempo que divertiam o público) e as farsas (de essência recreativa e ao gosto popular, sem terem necessariamente intenção moralizante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentamos de seguida dois excertos da &lt;em&gt;Farsa de Inês Pereira&lt;/em&gt;, que foi representada pela primeira vez em 1953. Tendo como mote o dito “Mais quero asno que me leve que cavalo que me derrube”, é a história da ambiciosa Inês Pereira, jovem casadoira e sonhadora, que pretende arranjar marido “discreto” e que saiba “tanger viola”, para passar o resto da vida a cantarolar. A Mãe, bastante mais prática, representa a voz da experiência e, pensando na estabilidade do futuro da filha, aconselha-a a casar com Pero Marques, um rústico proprietário, que Inês rejeita imediatamente, por o considerar simplório (o “asno”). Por entre várias peripécias, Inês consegue casar com um escudeiro galante, mas falido (o “cavalo”). Rapidamente, a realidade do casamento fá-la compreender que foi enganada pelas suas ilusões (o escudeiro impede-a de cantar e fecha-a em casa). Morto o marido na guerra, e amadurecida com a experiência, aceita então como marido o vilão que previamente rejeitara, Pero Marques.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Neste primeiro extracto da peça, Pero Marques, homem rústico, inábil com as palavras, ignorante dos costumes da cidade (não sabe como se sentar numa cadeira) e apegado aos valores tradicionais, apresenta-se à Mãe, que, prática e prudente, logo fica entusiasmada ao saber que ele tem posses. Quanto a Inês, o seu desagrado é evidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Chega Pero Marques aonde elas estão, e diz:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;PERO&lt;br /&gt;Digo que esteis muito embora.&lt;br /&gt;Folguei ora de vir cá…&lt;br /&gt;Eu vos escrevi de lá&lt;br /&gt;a cartinha, senhora…&lt;br /&gt;Assim que… e de maneira…&lt;br /&gt;MÃE &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tomai aquela cadeira.&lt;br /&gt;PERO &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E que val aqui uma destas?&lt;br /&gt;INÊS &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Oh Jesus! Que Jão das Bestas!&lt;br /&gt;Olhai aquela canseira!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Assentou-se com as costas para elas e diz:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Eu cuido que não estou bem…&lt;br /&gt;MÃE &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como vos chamam, amigo?&lt;br /&gt;PERO &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu Pero Marques me digo,&lt;br /&gt;como meu pai, que Deus tem.&lt;br /&gt;Faleceu, perdoe-lhe Deus!,&lt;br /&gt;que fora bem escusado,&lt;br /&gt;e ficamos dois eréus.&lt;br /&gt;Porém, meu é o morgado.&lt;br /&gt;MÃE &lt;/div&gt;&lt;div&gt;De morgado é vosso estado?&lt;br /&gt;Isso viria dos céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e que val aqui&lt;/strong&gt;: para que serve?; &lt;strong&gt;eréus&lt;/strong&gt;: herdeiros; &lt;strong&gt;morgado&lt;/strong&gt;: conjunto de bens que não se podiam dividir que eram transmitidos ao filho primogénito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois, Pero Marques interage com Inês, proporcionando momentos cómicos: traz como presente umas pêras, que colocara no fundo do capelo (tipo de chapéu) juntamente com objectos da vida pastorícia e um pente, mas ela não as encontra; e, para espanto de Inês, não consente em ficar sozinho com ela, sem a presença da Mãe, receando comprometer a sua boa reputação. Quando Pero Marques sugere a Inês que chamem Lianor Vaz (a alcoviteira, isto é, a mulher que arranja os casamentos), a jovem diz-lhe claramente que não está interessada na oferta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[…]&lt;/div&gt;&lt;div&gt;PERO&lt;br /&gt;Cuido que lhe trago aqui&lt;br /&gt;peras da minha pereira:&lt;br /&gt;hão-de estar na derradeira.&lt;br /&gt;Tende ora, Inês, por i.&lt;br /&gt;INÊS &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E isso hei-de ter na mão?&lt;br /&gt;PERO &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deitai as peias no chão.&lt;br /&gt;INÊS &lt;/div&gt;&lt;div&gt;As perlas para enfiar,&lt;br /&gt;três chocalhos e um novelo,&lt;br /&gt;e as peias no capelo…&lt;br /&gt;E as peras, onde estão?&lt;br /&gt;PERO &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nunca tal me aconteceu…&lt;br /&gt;Algum rapaz mas comeu,&lt;br /&gt;que as meti no capelo,&lt;br /&gt;e ficou aqui o novelo,&lt;br /&gt;e o pente não se perdeu.&lt;br /&gt;Pois trazia-as de boa mente…&lt;br /&gt;INÊS &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fresco vinha o presente,&lt;br /&gt;com folhinhas borrifadas…&lt;br /&gt;PERO &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não, que elas vinham chentadas&lt;br /&gt;cá no fundo, no mais quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vossa mãe foi-se? Ora bem!&lt;br /&gt;Sós nos deixou ela assi,&lt;br /&gt;cant’eu quero-me ir daqui,&lt;br /&gt;não diga algum demo alguém …&lt;br /&gt;INÊS &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E vós, que havíeis de fazer,&lt;br /&gt;nem ninguém que há-de dizer?&lt;br /&gt;(O galante despejado!)&lt;br /&gt;PERO &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se eu fora já casado,&lt;br /&gt;doutra arte havia de ser…&lt;br /&gt;como homem de bom recado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INÊS &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Quão desviado este está!&lt;br /&gt;Todos andam por caçar&lt;br /&gt;suas damas sem casar,&lt;br /&gt;e este… tomade-o lá!).&lt;br /&gt;PERO &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vossa mãe é lá no muro.&lt;br /&gt;INÊS &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha mãe eu vos seguro&lt;br /&gt;que ela venha cá dormir.&lt;br /&gt;PERO &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois, senhora, quero-me ir,&lt;br /&gt;antes que venha o escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virá cá Lianor Vaz,&lt;br /&gt;veremos que lhe dizeis.&lt;br /&gt;INÊS &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Homem, não aporfieis,&lt;br /&gt;que não quero, nem me praz. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ide casar a Cascais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;peias&lt;/strong&gt;: laços com que se prendem as patas dos animais para os impedir de andar; &lt;strong&gt;chocalhos&lt;/strong&gt;: campainha de metal com badalo que os animais levam ao pescoço para anunciarem a sua presença; &lt;strong&gt;novelo&lt;/strong&gt;: bola formada de fio enrolado; &lt;strong&gt;chentadas&lt;/strong&gt;: metidas; &lt;strong&gt;doutra arte&lt;/strong&gt;: doutra forma; &lt;strong&gt;aporfiar&lt;/strong&gt;: insistir; &lt;strong&gt;nem me praz&lt;/strong&gt;: nem me agrada&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-6403448156369112743?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/6403448156369112743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=6403448156369112743' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/6403448156369112743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/6403448156369112743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/02/gil-vicente-farsa-de-ins-pereira.html' title='Gil Vicente - Farsa de Inês Pereira'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R6rYQSyaX5I/AAAAAAAAAGQ/6Q2MY_VIcXU/s72-c/images%255C1069.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-4898281863348700242</id><published>2008-02-03T00:36:00.001-08:00</published><updated>2008-02-03T23:51:50.965-08:00</updated><title type='text'>Cantigas de amigo 4</title><content type='html'>Nesta cantiga de Pero Meogo, que, embora sem narrador identificado, é claramente uma cantiga de amigo, pode ler-se a encenação de um ritual nupcial (a purificação pela lavagem de cabelos) antes do encontro com o amigo (o cervo turvando a água é uma imagem com conotação sexual evidente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pero Meogo – “Levóus’ a louçana, levóus’ a velida”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levóus’ a louçana, levous’ a velida,&lt;br /&gt;vai lavar cabelos na fontana fria&lt;br /&gt;&lt;em&gt;leda dos amores, dos amores leda.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levóus’ a velida, levous’ a louçana,&lt;br /&gt;vai lavar cabelos na fria fontana&lt;br /&gt;&lt;em&gt;leda dos amores, dos amores leda.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai lavar cabelos na fontana fria,&lt;br /&gt;passou seu amigo que lhi ben queria,&lt;br /&gt;&lt;em&gt;leda dos amores, dos amores leda.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai lavar cabelos na fria fontana,&lt;br /&gt;passa seu amigo que muit’ a amava,&lt;br /&gt;&lt;em&gt;leda dos amores, dos amores leda.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa seu amigo que lhi ben queria&lt;br /&gt;o cervo do monte a augua volvía,&lt;br /&gt;&lt;em&gt;leda dos amores, dos amores leda.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa seu amigo que a muito amava&lt;br /&gt;o cervo do monte volvía a augua,&lt;br /&gt;&lt;em&gt;leda dos amores, dos amores leda.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;levóus' &lt;/strong&gt;- levantou-se; &lt;strong&gt;velida&lt;/strong&gt; – bonita; &lt;strong&gt;leda&lt;/strong&gt; - contente&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-4898281863348700242?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/4898281863348700242/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=4898281863348700242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/4898281863348700242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/4898281863348700242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/02/cantigas-de-amigo-4.html' title='Cantigas de amigo 4'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-8688907560449706331</id><published>2008-02-03T00:36:00.000-08:00</published><updated>2008-02-03T00:38:32.575-08:00</updated><title type='text'>Cantigas de amigo 3</title><content type='html'>Nesta cantiga de amigo de Juião Bolseiro, a rapariga queixa-se das noites demasiado longas em que, sozinha, não consegue dormir e compara-as com as noites que passou com o amigo, que eram bem mais breves…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Juião Bolseiro – “Aquestas noites tan longas que Deus fez en grave dia”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquestas noites tan longas que Deus fez en grave dia&lt;br /&gt;por mi, porque as non dórmio, e por que as non fazia&lt;br /&gt;no tempo que meu amigo&lt;br /&gt;soia falar comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque as fez Deus tan grandes, non posso eu dormir, coitada!&lt;br /&gt;e, de como son sobejas, quisera-m’ outra vegada&lt;br /&gt;no tempo que meu amigo&lt;br /&gt;soia falar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque as Deus fez tan grandes sen mesura desiguaes&lt;br /&gt;e as eu dormir non posso, porque as non fez ataes&lt;br /&gt;no tempo que meu amigo&lt;br /&gt;soia falar comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aquestas&lt;/strong&gt; – estas; &lt;strong&gt;dórmio&lt;/strong&gt; – durmo; &lt;strong&gt;soia&lt;/strong&gt; – costumava; &lt;strong&gt;sobejas&lt;/strong&gt; – exageradamente longas; &lt;strong&gt;vegada&lt;/strong&gt; – vez; &lt;strong&gt;ataes&lt;/strong&gt; – como tal, desta maneira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-8688907560449706331?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/8688907560449706331/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=8688907560449706331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8688907560449706331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8688907560449706331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/02/cantigas-de-amigo-3.html' title='Cantigas de amigo 3'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-460185436317964320</id><published>2008-01-31T00:22:00.000-08:00</published><updated>2008-01-31T00:25:33.354-08:00</updated><title type='text'>Cantigas de amigo 2</title><content type='html'>Nesta cantiga de amigo de Mendinho, a rapariga encontra-se numa ermida (capela edificada num lugar ermo, fora da povoação), esperando o amigo; e o mar alto ameaça-a. Como não tem barqueiro nem sabe remar, está dependente da chegada do amigo para se salvar. Sendo o mar normalmente tranquilo em San Simión (na Galiza), podemos deduzir que esta ameaça é sobretudo psicológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mendinho – “Sedia-m’eu na ermida de San Simión”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sedia-m’ eu na ermida de San Simión&lt;br /&gt;e cercaron-mi-as ondas que grandes son.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu atendend’ o meu amigu’! E verrá?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estando na ermida, ant’ o altar,&lt;br /&gt;cercaron-mi-as ondas grandes do mar&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu atendend’ o meu amigu’! E verrá?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cercaron-mi-as as ondas que grandes son&lt;br /&gt;non ei [i] barqueiro nen remador&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu atendend’ o meu amigu’! E verrá?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cercaron-mi-as ondas do alto mar:&lt;br /&gt;non ei [i] barqueiro nen sei remar.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu atendend’ o meu amigu’! E verrá?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Non ei i barqueiro nen remador:&lt;br /&gt;morrerei [eu], fremosa, no mar maior.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu atendend’ o meu amigu’! E verrá?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Non ei [i] barqueiro nen sei remar:&lt;br /&gt;morrerei eu, fremosa, no alto mar.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu atendend’ o meu amigu’! E verrá?&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-460185436317964320?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/460185436317964320/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=460185436317964320' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/460185436317964320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/460185436317964320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/01/cantigas-de-amigo-2.html' title='Cantigas de amigo 2'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-8307970340574296427</id><published>2008-01-28T23:35:00.001-08:00</published><updated>2008-01-30T03:21:02.991-08:00</updated><title type='text'>Cantigas de amigo 1</title><content type='html'>Nesta cantiga de amigo de Bernal de Bonaval, a rapariga partilha com uma confidente não identificada o seu desejo de rever brevemente o amigo, de quem lamenta as ausências demasiado longas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bernal de Bonaval – “Se vehess’o meu amigo”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vehess’ o meu amigo&lt;br /&gt;a Bonaval e me visse,&lt;br /&gt;vedes como lh’ eu diria&lt;br /&gt;ante que m’ eu d’ el partisse:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Se vos fordes, non tardedes&lt;br /&gt;tan muyto como soedes”.&lt;br /&gt;Diria-lh’ eu: “Non tardedes,&lt;br /&gt;amigo, como soedes”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Diria-lh’ eu: “Meu amigo,&lt;br /&gt;se vós a min muyt’ amades,&lt;br /&gt;fazede por mi atanto,&lt;br /&gt;que bona ventura ajades!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se vos fordes, non tardedes&lt;br /&gt;tan muyto como soedes”.&lt;br /&gt;Diria-lh’ eu: “Non tardedes,&lt;br /&gt;[amigo, como soedes]”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que leda que eu seria&lt;br /&gt;se vehess’ el falar migo!&lt;br /&gt;E, ao partir da fala,&lt;br /&gt;diria-lh’ eu: “Meu amigo,&lt;br /&gt;&lt;em&gt;se vos fordes, non tardedes&lt;br /&gt;tan muyto como soedes”.&lt;br /&gt;Diria-lh’ eu: “Non tardedes,&lt;br /&gt;[amigo, como soedes”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;vehess’&lt;/strong&gt; – viesse; &lt;strong&gt;Bonaval&lt;/strong&gt; – região do norte peninsular de onde era originário o compositor da cantiga; &lt;strong&gt;tan muyto&lt;/strong&gt; - tanto; &lt;strong&gt;como soedes&lt;/strong&gt; – como costumais; &lt;strong&gt;ajades &lt;/strong&gt;- hajais; &lt;strong&gt;leda&lt;/strong&gt; – contente; &lt;strong&gt;migo&lt;/strong&gt; - comigo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-8307970340574296427?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/8307970340574296427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=8307970340574296427' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8307970340574296427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8307970340574296427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/01/cantigas-de-amigo-1.html' title='Cantigas de amigo 1'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-2319080934007157357</id><published>2008-01-28T23:35:00.000-08:00</published><updated>2008-01-28T23:50:43.976-08:00</updated><title type='text'>Cantigas de amor 2</title><content type='html'>Nesta cantiga de amor de Dom Dinis (o rei lavrador e, também, poeta), o compositor propõe-se fazer o elogio da amanda, enumerando as suas virtudes, "em maneira de provençal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Don Deniz – “Quer’eu em maneira de proençal”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer’eu em maneira de proençal&lt;br /&gt;faze agora um cantar d’ amor,&lt;br /&gt;e querrei muit’ i loar mha senhor&lt;br /&gt;a que prez nem fremosura non fal,&lt;br /&gt;nem bondade; e mais vos direi em:&lt;br /&gt;tanto a fez Deus comprida de bem&lt;br /&gt;que mais que todas las do mundo val.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ca mha senhor quizo Deus fazer tal,&lt;br /&gt;quando a fez, que a fez sabedor&lt;br /&gt;de todo bem e de mui gram valor,&lt;br /&gt;e com tod’ est[o] é mui comunal&lt;br /&gt;ali u deve; er deu-lhi bom sem,&lt;br /&gt;e desi nom lhi fez pouco de bem&lt;br /&gt;quando nom quis que lh’outra foss’ igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ca em mha senhor nunca Deus pos mal,&lt;br /&gt;mais pos i prez e beldad’ e loor&lt;br /&gt;e falar mui bem, e riir melhor&lt;br /&gt;que outra molher; desi é leal&lt;br /&gt;muit’, e por esto nom sei oj’ eu quem&lt;br /&gt;possa compridamente no seu bem&lt;br /&gt;falar, ca nom a, tra-lo seu bem, al.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;i&lt;/strong&gt; – aí; &lt;strong&gt;loar&lt;/strong&gt; – louvar; &lt;strong&gt;mha&lt;/strong&gt; – minha; &lt;strong&gt;non fal&lt;/strong&gt; – não faltam; &lt;strong&gt;em&lt;/strong&gt; - disso; &lt;strong&gt;val&lt;/strong&gt; – vale; &lt;strong&gt;gram&lt;/strong&gt; – grande; &lt;strong&gt;mui comunal&lt;/strong&gt; - muito comum; &lt;strong&gt;bon sem&lt;/strong&gt; - bom senso; &lt;strong&gt;desi&lt;/strong&gt; - disso; &lt;strong&gt;nom lhi fez pouco de bem&lt;/strong&gt; - fê-lo muito bem; &lt;strong&gt;prez&lt;/strong&gt; - mérito; &lt;strong&gt;oj’ &lt;/strong&gt;– hoje; &lt;strong&gt;ca nom a, tra-lo seu bem,&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;al&lt;/strong&gt; – não tem, além do seu bem, nada (quem dela falar só pode falar do seu bem).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-2319080934007157357?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/2319080934007157357/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=2319080934007157357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2319080934007157357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2319080934007157357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/01/cantigas-de-amor-2.html' title='Cantigas de amor 2'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-2065290597900411978</id><published>2008-01-28T07:06:00.001-08:00</published><updated>2008-01-28T23:36:34.573-08:00</updated><title type='text'>Cantigas de amor 1</title><content type='html'>Nesta cantiga de amor de &lt;strong&gt;Johan Soarez Coelho&lt;/strong&gt;, o narrador recorda um encontro com a sua &lt;em&gt;senhor&lt;/em&gt; em que esta o ignorou, não o quis ouvir nem lhe quis falar: &lt;em&gt;não lhe disse mal nem bem&lt;/em&gt;. O sofrimento sentido pelo amador foi tal que ele lamenta não ter morrido (&lt;em&gt;tan sen ventura foi que non morri!&lt;/em&gt;) já que a morte (mesmo repetida mil vezes) teria sido um sofrimento mais suportável do que o desdém da amada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Johan Soarez Coelho - “Noutro dia, quando m’eu espedi”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutro dia, quando m’eu espedi&lt;br /&gt;de mia senhor, e quando mi-ouv’ a ir&lt;br /&gt;e me non falou, nen me quis oïr,&lt;br /&gt;tan sen ventura foi que non morri!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que, se mil vezes podesse morrer,&lt;br /&gt;mĕor coita me fora de soffrer!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;U lh’eu dizi: “con graça, mia senhor”!&lt;br /&gt;catou-me um pouqu’ e teve-mi en desden;&lt;br /&gt;e porque me non disso mal nen ben,&lt;br /&gt;fiquei coitad(o), e con tan gran pavor&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que, se mil vezes podesse morrer,&lt;br /&gt;mĕor coita me fora de soffrer!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sei mui ben, u me d’ela quitei&lt;br /&gt;e m’end’eu fui, e non me quis falar,&lt;br /&gt;ca, pois ali non morri con pesar,&lt;br /&gt;nunca jamais con pesar morrerei:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;que, se mil vezes podesse morrer,&lt;br /&gt;mĕor coita me fora de soffrer!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;espedir&lt;/strong&gt; –despedir; &lt;strong&gt;oïr&lt;/strong&gt; – ouvir; &lt;strong&gt;u&lt;/strong&gt; – quando / onde; &lt;strong&gt;mĕor&lt;/strong&gt; – menor; &lt;strong&gt;catar&lt;/strong&gt; – procurar; &lt;strong&gt;quitar&lt;/strong&gt; – afastar; &lt;strong&gt;ca&lt;/strong&gt; – porque; &lt;strong&gt;ende&lt;/strong&gt; – por isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-2065290597900411978?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/2065290597900411978/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=2065290597900411978' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2065290597900411978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2065290597900411978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/01/johan-soarez-coelho-noutro-dia-quando.html' title='Cantigas de amor 1'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-1223587979116503640</id><published>2008-01-28T07:06:00.000-08:00</published><updated>2008-01-28T23:51:54.885-08:00</updated><title type='text'>Lírica galaico-portuguesa</title><content type='html'>Ao longo das próximas semanas, publicar-se-á uma série de textos (ou de excertos de textos) literários que pretendem acompanhar as evoluções da língua portuguesa ao longo dos séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começaremos, esta semana, por publicar cantigas medievais da &lt;strong&gt;lírica galaico-portuguesa&lt;/strong&gt; (ou galego-portuguesa), isto é, escritas no dialecto galego-português que viria a originar a língua portuguesa (e a galega). Foram produzidas entre os finais do século XII e os inícios do século XIV. As composições mais conhecidas são as &lt;strong&gt;cantigas de&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;amor&lt;/strong&gt; e as &lt;strong&gt;cantigas de amigo&lt;/strong&gt;, mas também existem cantigas de escárnio (sátiras que apontavam personalidades ou grupos sociais) e cantigas de índole religiosa, como as cantigas de Santa Maria, de Afonso X, o Sábio. Escolhemos publicar apenas exemplos de cantigas de amor e de cantigas de amigo. As cantigas apresentadas seguem a edição de Mercedes Brea da Lírica Profana Galego-Portuguesa (Santiago de Compostela, Centro Ramón Piñeiro, Xunta de Galicia, 1996).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As &lt;strong&gt;cantigas de amor&lt;/strong&gt; tiveram como inspiração o amor cortês da &lt;em&gt;cansó&lt;/em&gt; provençal. De acordo com o ideal de amor puro dos &lt;em&gt;troubadours&lt;/em&gt; occitânicos e com os rituais fortemente devedores do imaginário feudal desta poesia, o poeta devia louvar a sua &lt;em&gt;senhor&lt;/em&gt; (a amada). O ambiente é o da corte e, nas primeiras composições, a senhor é geralmente uma mulher casada; posteriormente, os compositores escrevem também para as raparigas solteiras, com dote. Os códigos de conduta a que compositores devem obedecer são severos e ditam regras estritas de cortesia e de discrição. O amador oferece-se à senhor sem revelar o seu nome; esta, altiva e distante, pondera a hipótese de lhe oferecer a sua &lt;em&gt;mercê&lt;/em&gt; (a recompensa) ou o desdém. Na maior parte das cantigas é realçada a &lt;em&gt;coita&lt;/em&gt; (o sofrimento) do compositor, chegando a encenar-se a morte de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às &lt;strong&gt;cantigas de amigo&lt;/strong&gt;, diferem das de amor em primeiro lugar porque o sujeito enunciador é uma rapariga, uma novidade relativamente à &lt;em&gt;cansó&lt;/em&gt; provençal. Esta rapariga, geralmente afastada do ambiente cortesão das cantigas de amor, partilha com as suas confidentes (a mãe, as amigas, a natureza) os seus sentimentos: a alegria por rever o amigo, as saudades que dele sente ou os planos que faz para o futuro. São cantigas mais realistas, alegres e variadas, explorando uma maior gama de sentimentos. São também cantigas que comportam uma forte carga simbólica e, por vezes, um subtexto erótico. Não se conhecem com rigor as origens das cantigas de amigo, mas supõe-se que uma poesia pré-cortês terá constituído uma tradição peninsular, possivelmente enriquecida com influências da poesia árabe, e que, repensada com a lição trovadoresca, terá influenciado as cantigas de amigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-1223587979116503640?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/1223587979116503640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=1223587979116503640' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/1223587979116503640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/1223587979116503640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/01/lrica-galaico-portuguesa.html' title='Lírica galaico-portuguesa'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-4825289648868934459</id><published>2008-01-20T09:54:00.000-08:00</published><updated>2008-01-20T09:58:06.100-08:00</updated><title type='text'>Um poema por semana</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Noutros Lugares&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;Jorge de Sena&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que ser possível ser feliz acabe,&lt;br /&gt;quando se aprende a sê-lo com bem pouco.&lt;br /&gt;Ou que não mais saibamos repetir o gesto&lt;br /&gt;que mais prazer nos dá, ou que daria&lt;br /&gt;a outrem um prazer irresistível. Não:&lt;br /&gt;o tempo nos afina e nos apura:&lt;br /&gt;faríamos o gesto com infinda ciência.&lt;br /&gt;Não é que passem as pessoas, quando&lt;br /&gt;o nosso pouco é feito da passagem delas.&lt;br /&gt;Nem é também que ao jovem seja dado&lt;br /&gt;o que a mais velhos se recusa. Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que os lugares acabam. Ou ainda antes&lt;br /&gt;de serem destruídos, as pessoas somem,&lt;br /&gt;e não mais voltam onde parecia&lt;br /&gt;que elas ou outras voltariam sempre&lt;br /&gt;por toda a eternidade. Mas não voltam,&lt;br /&gt;desviadas por razões ou por razão nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que as maneiras, modos, circunstâncias&lt;br /&gt;mudam. Desertas ficam praias que brilhavam&lt;br /&gt;não de água ou sol mas solta juventude.&lt;br /&gt;As ruas rasgam casas onde leitos&lt;br /&gt;já frios e lavados não rangiam mais.&lt;br /&gt;E portas encostadas só se abrem sobre&lt;br /&gt;a treva que nenhuma sombra aquece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modo como tínhamos ou víamos,&lt;br /&gt;em que com tempo o gesto sempre o mesmo&lt;br /&gt;faríamos com ciência refinada e sábia&lt;br /&gt;(o mesmo gesto que seria útil,&lt;br /&gt;se o modo e a circunstância persistissem),&lt;br /&gt;tornou-se sem sentido e sem lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros passam, tocam-se, separam-se,&lt;br /&gt;exactamente como dantes. Mas&lt;br /&gt;aonde e como? Aonde e como? Quando?&lt;br /&gt;Em que praias, que ruas, casas, e quais leitos,&lt;br /&gt;a que horas do dia ou da noite, não sei.&lt;br /&gt;Apenas sei que as circunstâncias mudam&lt;br /&gt;e que os lugares acabam. E que a gente&lt;br /&gt;não volta ou não repete, e sem razão, o que&lt;br /&gt;só por acaso era a razão dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se do que vi ou tive uma saudade sinto,&lt;br /&gt;feita de raiva e do vazio gélido,&lt;br /&gt;não é saudade, não. Mas muito apenas&lt;br /&gt;o horror de não saber como se sabe agora&lt;br /&gt;o mesmo que aprendi. E a solidão&lt;br /&gt;de tudo ser igual doutra maneira.&lt;br /&gt;E o medo de que a vida seja isto:&lt;br /&gt;um hábito quebrado que se não reata,&lt;br /&gt;senão noutros lugares que não conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1967&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-4825289648868934459?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/4825289648868934459/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=4825289648868934459' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/4825289648868934459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/4825289648868934459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/01/um-poema-por-semana_20.html' title='Um poema por semana'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-2779872545148236263</id><published>2008-01-13T08:50:00.001-08:00</published><updated>2008-01-13T08:50:12.624-08:00</updated><title type='text'>Trocando em Miúdos - Chico Buarque</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/hn4JyodL7K4' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/hn4JyodL7K4'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-2779872545148236263?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/2779872545148236263/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=2779872545148236263' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2779872545148236263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2779872545148236263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/01/trocando-em-midos-chico-buarque.html' title='Trocando em Miúdos - Chico Buarque'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-3731934406414187743</id><published>2008-01-13T08:16:00.001-08:00</published><updated>2008-01-13T08:49:53.458-08:00</updated><title type='text'>Aquela esperança de tudo se ajeitar</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Trocando em miúdos&lt;/strong&gt; (Francis Hime - Chico Buarque, 1978)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim&lt;br /&gt;Não me valeu&lt;br /&gt;Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim ?&lt;br /&gt;O resto é seu&lt;br /&gt;Trocando em miúdos, pode guardar&lt;br /&gt;As sobras de tudo que chamam lar&lt;br /&gt;As sombras de tudo que fomos nós&lt;br /&gt;As marcas de amor nos nossos lençóis&lt;br /&gt;As nossas melhores lembranças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela esperança de tudo se ajeitar&lt;br /&gt;Pode esquecer&lt;br /&gt;Aquela aliança, você pode empenhar&lt;br /&gt;Ou derreter&lt;br /&gt;Mas devo dizer que não vou lhe dar&lt;br /&gt;O enorme prazer de me ver chorar&lt;br /&gt;Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago&lt;br /&gt;Meu peito tão dilacerado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás&lt;br /&gt;Aceite uma ajuda do seu futuro amor&lt;br /&gt;Pro aluguel&lt;br /&gt;Devolva o Neruda que você me tomou&lt;br /&gt;E nunca leu&lt;br /&gt;Eu bato o portão sem fazer alarde&lt;br /&gt;Eu levo a carteira de identidade&lt;br /&gt;Uma saideira, muita saudade&lt;br /&gt;E a leve impressão de que já vou tarde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VOCABULÁRIO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;medida do Bonfim&lt;/strong&gt; – fita típica de Salvador da Baía, usada em torno do pulso com 3 nós, simbolizando 3 desejos que devem ser pedidos e que, segundo a superstição, se realizarão quando o tecido da fita se corroer.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pixinguinha&lt;/strong&gt; (1897-1973) – compositor de Música Popular Brasileira (MPB).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ajeitar&lt;/strong&gt; - resolver (Br. "dar um jeito": arranjar forma de resolver um problema)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;empenhar&lt;/strong&gt; – entregar como garantia ou hipoteca de um empréstimo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;dilacerado&lt;/strong&gt; – despedaçado, quebrado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;aluguel (Br.), aluguer (Pt.) &lt;/strong&gt;– renda da casa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;alarde&lt;/strong&gt; – estrondo, barulho.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;saideira (Br.)&lt;/strong&gt; - última bebida tomada (geralmente de sair de um bar).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-3731934406414187743?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/3731934406414187743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=3731934406414187743' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/3731934406414187743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/3731934406414187743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/01/aquela-esperana-de-tudo-se-ajeitar.html' title='Aquela esperança de tudo se ajeitar'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-2672709912020106186</id><published>2008-01-13T08:16:00.000-08:00</published><updated>2008-01-13T08:17:24.604-08:00</updated><title type='text'>Um poema por semana</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Sobre o lado esquerdo&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;Carlos de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    De vez em quando a insónia vibra com a nitidez dos sinos, dos cristais. E então, das duas uma: partem-se ou não se partem as cordas tensas da sua harpa insuportável.&lt;br /&gt;    No segundo caso, o homem que não dorme pensa: “o melhor é voltar-me para o lado esquerdo e assim, deslocando todo o peso do sangue sobre a metade mais gasta do meu corpo, esmagar o coração”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;em&gt;Sobre o lado esquerdo&lt;/em&gt;, 1968&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-2672709912020106186?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/2672709912020106186/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=2672709912020106186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2672709912020106186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2672709912020106186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/01/um-poema-por-semana.html' title='Um poema por semana'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-1964733937680723887</id><published>2008-01-12T05:38:00.000-08:00</published><updated>2008-01-12T05:49:22.750-08:00</updated><title type='text'>Novo aeroporto internacional de Lisboa</title><content type='html'>O governo anunciou que o novo aeroporto internacional de Lisboa será construído na Margem Sul, em Alcochete. As razões para a escolha &lt;a href="http://videos.sapo.pt/0zzg01AmHPMYTrswc4Zt"&gt;neste vídeo &lt;/a&gt;do canal SIC Notícias.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://videos.sapo.pt/0zzg01AmHPMYTrswc4Zt"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-1964733937680723887?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/1964733937680723887/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=1964733937680723887' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/1964733937680723887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/1964733937680723887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/01/httpvideos.html' title='Novo aeroporto internacional de Lisboa'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-6601018532466405840</id><published>2008-01-09T06:49:00.000-08:00</published><updated>2008-01-09T07:03:29.784-08:00</updated><title type='text'>Sobre o acordo ortográfico - uma opinião pessoal</title><content type='html'>Recentemente, a perspectiva da entrada em vigor do Acordo Ortográfico que visa unificar as normas de Portugal e do Brasil tem provocado alguma celeuma em Portugal. Como português, darei a minha opinião sobre o assunto, tendo em conta, naturalmente, as críticas que de Portugal se têm feito sentir. As vozes mais discordantes insurgem-se contra um acordo que, acusam, empobrece a língua e desrespeita a sua matriz. Outros vêem no acordo uma conjura com o mero objectivo de facilitar a penetração das editoras brasileiras nos países africanos de língua oficial portuguesa, cujo mercado tem favorecido, até ao presente, as editoras portuguesas. Há quem considere que os elevados custos que o acordo acarretará (desactualização de dicionários, de gramáticas e de prontuários, revisão de edições, etc.) não o justificam. Por fim, há quem evoque razões afectivas para boicotar o novo acordo a que, asseguram, nunca se submeterão: “Toda a vida escrevi &lt;em&gt;acção&lt;/em&gt; com dois c… Nunca ninguém me poderá agora obrigar a escrever &lt;em&gt;ação&lt;/em&gt; em vez de &lt;em&gt;acção&lt;/em&gt;…”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este último aspecto parece-me o de mais simples contestação: resistentes às alterações ortográficas sempre os houve e sempre os haverá. Tenho familiares que apostrofam a contracção da preposição &lt;em&gt;de&lt;/em&gt; com o pronome &lt;em&gt;ele&lt;/em&gt; (“&lt;em&gt;d’ele&lt;/em&gt;”). Talvez ainda haja algum centenário que escreva &lt;em&gt;pharmácia&lt;/em&gt;, embora a abolição do grupo consonântico -&lt;em&gt;ph&lt;/em&gt;- date de 1911. São teimas que apenas atestam que somos animais de hábitos. Daqui a 100 anos, haverá talvez quem ainda escreva &lt;em&gt;acção&lt;/em&gt;, mesmo que entretanto tenha entrado em vigor o acordo que elimina as consoantes mudas. É a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começarei por recuar a esse ano de 1911, data de oficialização da reforma ortográfica em Portugal (uma medida simbólica que sucede à implementação da República, em 1910). Essa reforma aboliu grupos consonânticos, como -&lt;em&gt;ph&lt;/em&gt;- ou -&lt;em&gt;th&lt;/em&gt;-, e o uso da maior parte das consoantes duplas, como -&lt;em&gt;ll&lt;/em&gt;-. A nova grafia foi adoptada exclusivamente em Portugal; o Brasil manteria por mais alguns anos a ortografia tradicional, tão adequada aos poetas parnasianos serôdios de que os escritores modernistas viriam a escarnecer alguns anos depois. Um acordo posterior entre Portugal e o Brasil, em 1931, previa a anulação das consoantes mudas (sim, em 1931, Portugal já se tinha decidido a passar a escrever &lt;em&gt;ação&lt;/em&gt;!), mas depois Portugal não cumpriu esse acordo em 1945, em tempos de exaltação nacionalista (confronte-se a esse respeito o artigo de D’Silvas Filho que rebate os argumentos contra o acordo ortográfico no sítio Ciberdúvidas &lt;a href="http://ciberduvidas.sapo.pt/controversias.php?rid=1575"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1990, finalmente, definiu-se o novo acordo ortográfico, aquele de que agora falamos, que exigia a ratificação de todos os países de língua oficial portuguesa e que foi ratificado unicamente por Portugal, pelo Brasil e por Cabo Verde. Como os outros países não o chegaram a ratificar, o acordo ficou na gaveta; mas, na verdade, Portugal, em 1991, já ratificou o acordo que agora suscita tanta contestação (sim, em 1991, Portugal já tinha reiterado a sua decisão de passar a escrever &lt;em&gt;ação&lt;/em&gt;!). Como geralmente acontece em Portugal, muita gente não deu por isso ou, se deu por alguma coisa, entretanto esqueceu-se (para só agora acordar aos brados contra este acordo decidido “de repente” e “sem debate público”). Em 2004, foi decidido consensualmente que bastaria a ratificação de três países para que o acordo entrasse em vigor. Ratificaram-no desde então o Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe – virtualmente, o acordo já poderia, pois, avançar. Quanto a Portugal, o governo anunciou que pretendia ratificar o acordo até ao fim de 2007 mas em Dezembro o processo foi remetido para o ano de 2008 (leia-se a notícia no Diário Digital &lt;a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&amp;amp;id_news=311036"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me parece necessário demorar-me sobre a noção de que uma língua é um corpo vivo e em permanente evolução. Também não vou entrar em considerações sobre a evolução da sintaxe ou do léxico das línguas. Atenho-me à ortografia, que, em quase todas as línguas, tende a simplificar-se e a acompanhar a expressão oral. Há quem veja nesse facto uma cedência à preguiça, uma rejeição das raízes de uma língua ou uma corrupção do seu grau de pureza. Pessoalmente, considero-o um fenómeno normal, inelutável e sadio. Penso também que, mais do que nunca, uma ortografia unificada para todos os países de língua portuguesa se impõe como uma necessidade. O português é a única grande língua ocidental com dois sistemas ortográficos diferentes, um português e outro brasileiro. Não há razão para que coexistam duas normas ortográficas quando o que está em causa é, afinal, a manutenção ou não de umas quantas consoantes mudas e de uns quantos acentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exponho de forma abreviada as alterações que o acordo ortográfico introduz:&lt;br /&gt;- eliminação de alguns acentos, medida que altera ambas as variantes (vêem → veem) ou a variante brasileira (vôo, idéia → voo, ideia);&lt;br /&gt;- eliminação do trema (freqüência → frequência),  medida que altera a variante brasileira;&lt;br /&gt;- eliminação de muitas consoantes mudas em grupos consonânticos (acção, óptimo, eléctrico → ação, ótimo, elétrico), medida que altera a norma portuguesa;&lt;br /&gt;- simplificação e uniformização das regras do uso do hífen e das maiúsculas;&lt;br /&gt;- introdução das letras k, w, y no alfabeto português (estas letras estão presentes em muitas palavras de países africanos que entretanto foram incorporadas ao léxico português).&lt;br /&gt;Para informação pormenorizada, consulte-se a secção “Novo Acordo Ortográfico” da página do sítio pessoal de D’Silvas Filho que analisa a questão &lt;a href="http://www.dsilvasfilho.com/Problemas%20ortográficos.htm#Novo_acordo_ortográfico_(1990)"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os detractores do acordo argumentam, com razão, que não são as diferenças ortográficas que causam incompreensão. Há algumas semanas, na sua crónica do semanário &lt;em&gt;Expresso&lt;/em&gt;, Miguel Sousa Tavares (jornalista e autor de romances que se tornaram &lt;em&gt;best-sellers&lt;/em&gt; em Portugal), que aponta como “objectivo único” do acordo “pôr-nos a escrever como os brasileiros”, orgulhava-se de o seu romance &lt;em&gt;Equador&lt;/em&gt; ter vendido cerca de 50.000 exemplares no Brasil, apesar de ele não ter cedido às insistências da editora brasileira no sentido de adaptar a grafia à norma brasileira. Ora, como português, eu não tenho nenhuma dificuldade em perceber a frase “a direção da empresa teve uma idéia ótima”; e não me espanta que os leitores brasileiros possuam uma competência análoga, compreendendo perfeitamente a frase “a direcção da empresa teve uma ideia óptima” (embora para alguns portugueses esse facto possa parecer surpreendente…).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que não é a ortografia o principal factor da divergência entre as normas portuguesa e brasileira. Também me parece evidente que acordo algum terá jamais o intuito (e muito menos o poder) de anular essa divergência, decretando, por exemplo, em Portugal, a substituição da perífrase “estar a + infinitivo” pela forma correspondente, de uso no Brasil, “estar + gerúndio”; ou exigindo aos brasileiros que antecedam os possessivos de artigo definido, como acontece na norma portuguesa. É que não são os acordos que têm o poder de alterar a língua, são os falantes (de resto, o acordo ortográfico só interfere naquilo em que pode interferir: a ortografia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Sousa Tavares escreve, no fim do seu artigo, “orgulho-me de ter feito bem mais pela nossa língua no Brasil [com as vendas do romance &lt;em&gt;Equador&lt;/em&gt;] do que todos esses que se dispõem a vendê-la como coisa velha e descartável” há que reflectir em nome de que “nossa língua” se exprime. A língua portuguesa não é hoje um bem que os portugueses possam administrar, ditando as suas regras, em razão da precedência no seu uso. O português é hoje uma língua pluricontinental e “incontrolável”: e essa é que é a sua riqueza. Muitos dos vitupérios lançados por portugueses ao acordo ortográfico relacionam-se com essa incapacidade de conceber a língua para lá do espaço geográfico português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se atribui a este acordo uma cedência à norma brasileira, não só se ignora um processo histórico de várias décadas como, aliás, se nega a própria realidade dos factos (para um aprofundamento deste aspecto, remeto novamente para o artigo de D’Silvas Filho, principalmente para o seu primeiro ponto). Além disso, vislumbram-se, devidamente encapotados, sentimentos de superioridade e a asunção do direito à primazia nas questões relativas à língua portuguesa (acrescente-se, por exemplo, que em vários blogues se discute se se pode realmente chamar português à língua falada no Brasil, como se tal dúvida pudesse surgir em relação às línguas dos Estados Unidos da América ou da Argentina). Enfim, na minha opinião, não há nenhuma razão válida para que um cidadão português considere que o futuro da língua materna de tantos milhões de pessoas lhe diz respeito em primeiro lugar. E é exactamente por a língua portuguesa não ser já um bem “português” mas sim um bem comum que as estratégias da sua defesa e da sua promoção têm de ser pensadas comummente. Assim, a decisão de unificar a ortografia das duas normas vigentes não tem de ser pensada em termos de interesse nacional, mas sim de interesse da língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que, se nada se fizer, as variantes irão divergindo, o português perderá a sua força como língua mundial e todos sairemos a perder. O ensino do português como língua estrangeira, por exemplo, só terá a ganhar com a entrada em vigor da ortografia unificada. Sendo evidente que, no futuro, o motor do ensino do português no mundo será o Brasil, país emergente com mais de 180 milhões de habitantes, continuaremos a ensinar duas variantes de português mas não é concebível que se ensinem duas normas ortográficas diferentes (seguiremos, pois, o caso do ensino do inglês ou do espanhol).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ratificação do acordo ortográfico é, pois, a primeira pedra do reforço da identidade do português como língua global, a que terá de se seguir um acordo relativo ao vocabulário técnico-científico, área em que as disparidades das normas são salientes e é (ainda) possível actuar no sentido de as atenuar. Depois, haverá sempre diferenças no vocabulário do quotidiano, mas não tantas como por vezes se dá a entender. Por fim, como as dificuldades de inter-compreensão entre portugueses e brasileiros se devem principalmente à fonética, haverá que estudar medidas para estimular o contacto entre os dois povos, não de modo a esbater as diferenças de pronúncia (algo que não é possível nem, a meu ver, desejável) mas a torná-las menos estranhas entre si (esse trabalho encontra-se em estado mais avançado em Portugal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estas razões, defendo pessoalmente o acordo ortográfico e vejo na sua entrada em vigor uma vitória da racionalidade sobre o conformismo e a inércia que têm caracterizado as últimas décadas e que têm contribuído, esses sim, para o desgaste e o empobrecimento da língua portuguesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-6601018532466405840?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/6601018532466405840/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=6601018532466405840' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/6601018532466405840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/6601018532466405840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/01/sobre-o-acordo-ortogrfico-uma-opinio.html' title='Sobre o acordo ortográfico - uma opinião pessoal'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-8874971090148587501</id><published>2008-01-07T07:34:00.001-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:41.006-08:00</updated><title type='text'>Expressões ilustradas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R4JHxd8Yu-I/AAAAAAAAAGI/qdZjdqvNr40/s1600-h/vacafria.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152759838842338274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R4JHxd8Yu-I/AAAAAAAAAGI/qdZjdqvNr40/s400/vacafria.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Voltar à vaca-fria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltar a falar no mesmo assunto, insistir na discussão de um assunto (geralmente depois de divagações que afastaram os falantes do tema central de uma discussão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Essas anedotas que estiveste a contar são mesmo giras; mas agora, para voltar à vaca-fria: quando é que pensas que me podes devolver o dinheiro que te emprestei?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consulte &lt;a href="http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=21250"&gt;aqui&lt;/a&gt; a resposta do sítio Ciberdúvidas para a possível origem da expressão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-8874971090148587501?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/8874971090148587501/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=8874971090148587501' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8874971090148587501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8874971090148587501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/01/expresses-ilustradas.html' title='Expressões ilustradas'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R4JHxd8Yu-I/AAAAAAAAAGI/qdZjdqvNr40/s72-c/vacafria.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-2557040884617160470</id><published>2008-01-07T07:34:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:41.185-08:00</updated><title type='text'>Bom ano novo!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R4JG7N8Yu9I/AAAAAAAAAGA/N2Obv6SEzBQ/s1600-h/espumante.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152758906834435026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R4JG7N8Yu9I/AAAAAAAAAGA/N2Obv6SEzBQ/s400/espumante.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;Dia seis, dia dos reis, fim das festas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-2557040884617160470?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/2557040884617160470/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=2557040884617160470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2557040884617160470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2557040884617160470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2008/01/bom-ano-novo.html' title='Bom ano novo!'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R4JG7N8Yu9I/AAAAAAAAAGA/N2Obv6SEzBQ/s72-c/espumante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-4332881698855327142</id><published>2007-12-22T09:57:00.002-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:41.388-08:00</updated><title type='text'>Até 2008</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146860940864666466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R21SwaiSO2I/AAAAAAAAAF4/wHMIErw8AsM/s400/M%C3%A1rio_Cesariny.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Imagem&lt;/em&gt;: Mário Cesariny, &lt;em&gt;Passeio Público&lt;/em&gt; (1971).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blogue vai de férias e volta no início de 2008.&lt;br /&gt;A todos os leitores, votos de um próspero ano novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-4332881698855327142?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/4332881698855327142/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=4332881698855327142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/4332881698855327142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/4332881698855327142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/12/at-2008.html' title='Até 2008'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R21SwaiSO2I/AAAAAAAAAF4/wHMIErw8AsM/s72-c/M%C3%A1rio_Cesariny.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-1707215979398782129</id><published>2007-12-22T09:57:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:41.760-08:00</updated><title type='text'>Um poema por semana</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R21RmKiSO0I/AAAAAAAAAFo/94_XmfcUmZY/s1600-h/Gheorgui_Pinkhassov.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146859665259379522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R21RmKiSO0I/AAAAAAAAAFo/94_XmfcUmZY/s320/Gheorgui_Pinkhassov.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Imagem: &lt;em&gt;Lisbonne&lt;/em&gt;, Gueorgui Pinkhassov (Magnum Photos)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;O Sentimento dum Ocidental, &lt;/strong&gt;de&lt;strong&gt; Cesário Verde&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;I. AVE-MARIAS&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nas nossas ruas, ao anoitecer,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há tal soturnidade, há tal melancolia,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Despertam-me um desejo absurdo de sofrer. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O céu parece baixo e de neblina,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O gás extravasado enjoa-me, perturba;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E os edifícios, com as chaminés, e a turba,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Toldam-se duma cor monótona e londrina. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Batem os carros de aluguer, ao fundo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Levando à via férrea os que se vão. Felizes!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ocorrem-me em revista exposições, países:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Semelham-se a gaiolas, com viveiros,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As edificações somente emadeiradas:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como morcegos, ao cair das badaladas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saltam de viga em viga os mestres carpinteiros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Voltam os calafates, aos magotes,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De jaquetão ao ombro, enfarruscados, secos;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Embrenho-me, a cismar, por boqueirões, por becos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou erro pelos cais a que se atracam botes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E evoco, então, as crónicas navais:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Luta Camões no Sul, salvando um livro a nado!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Singram soberbas naus que eu não verei jamais! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o fim da tarde inspira-me; e incomoda!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De um couraçado inglês vogam os escaleres;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E em terra num tinir de louças e talheres&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Flamejam, ao jantar alguns hotéis da moda. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Num trem de praça arengam dois dentistas;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um trôpego arlequim braceja numas andas;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os querubins do lar flutuam nas varandas;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Às portas, em cabelo, enfadam-se os lojistas! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vazam-se os arsenais e as oficinas;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Reluz, viscoso, o rio; apressam-se as obreiras;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Correndo com firmeza, assomam as varinas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vêm sacudindo as ancas opulentas!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seus troncos varonis recordam-me pilastras;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E algumas, à cabeça, embalam nas canastras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os filhos que depois naufragam nas tormentas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Descalças! Nas descargas de carvão,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E apinham-se num bairro aonde miam gatas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E o peixe podre gera os focos de infecção! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;in &lt;em&gt;O Livro de Cesário Verde&lt;/em&gt;, 1887 (primeira publicação do poema em 1880) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;VOCABULÁRIO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;soturnidade&lt;/strong&gt; – melancolia, taciturnidade, tristeza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;bulício&lt;/strong&gt; – ruído contínuo e confuso de vozes ou de coisas em movimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;turba&lt;/strong&gt; – concentração de pessoas, multidão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;toldar-se&lt;/strong&gt; – perder a transparência, a limpidez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;viga&lt;/strong&gt; – elemento estrutural de construção, colocado horizontalmente; trave.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;calafates&lt;/strong&gt; – pessoa cujo ofício é calafetar embarcações, a fim de as tornar estanques.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;aos magotes&lt;/strong&gt; – em grande número (pessoas).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;jaquetão&lt;/strong&gt; – casaco largo, geralmente em tecido grosso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;boqueirões&lt;/strong&gt; – rua ou viela que dá para um rio ou canal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;baixel&lt;/strong&gt; – barco, embarcação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;singrar&lt;/strong&gt; – navegar à vela, andar para diante, avançar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;vogar&lt;/strong&gt; – deslizar, navegar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;escaler&lt;/strong&gt; – pequeno barco sem coberta, a remos, para serviço de um navio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;arengar&lt;/strong&gt; – discutir, rezingar, altercar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;trôpego&lt;/strong&gt; – que se move ou anda com dificuldade, de modo vacilante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;vazar-se&lt;/strong&gt; – ficar vazio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;viscoso&lt;/strong&gt; – que é espesso e pegajoso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;cardume&lt;/strong&gt; – conjunto de peixes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;galhofeiro&lt;/strong&gt; – alegre, folgazão, brincalhão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;assomar&lt;/strong&gt; – começar a surgir, a aparecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;canastra&lt;/strong&gt; – cesta larga e baixa, em madeira, usada para transportar peixe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;fragata&lt;/strong&gt; – barco robusto usado no rio Tejo para tráfego comercial.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;apinhar-se&lt;/strong&gt; – reunir-se em grande número num espaço. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Cesário Verde&lt;/strong&gt; (1855-1886) foi um importante poeta português, valorizado principalmente no século XX. Oriundo de uma família de comerciantes, interessou-se desde cedo pela literatura, mas foi criticado ou ignorado em vida e só após a sua morte (por tuberculose) um amigo compilou os seus poemas num volume a que chamou &lt;em&gt;O Livro de Cesário Verde&lt;/em&gt;. Pelo flagrante contraste com os seus antecessores românticos (salienta-se, por exemplo, o seu interesse por matérias prosaicas ou a empatia para com as classes trabalhadoras) é considerado um poeta realista e muito inovador. O poema “O Sentimento de um Ocidental” (composto por IV partes, tendo sido aqui transcrita apenas a primeira) é a sua obra-prima, e nele se encontra uma impressionante representação do espaço urbano, dada pela apresentação de cenas múltiplas e sucessivas, num processo impressionista e que apela fortemente aos sentidos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Leia &lt;a href="http://www.iplb.pt/pls/diplb/!get_page?pageid=402&amp;amp;tpcontent=FA&amp;amp;idaut=1426452&amp;amp;tipo=&amp;amp;format=NP405"&gt;aqui &lt;/a&gt;a biografia de Cesário Verde da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-1707215979398782129?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/1707215979398782129/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=1707215979398782129' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/1707215979398782129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/1707215979398782129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/12/um-poema-por-semana_22.html' title='Um poema por semana'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R21RmKiSO0I/AAAAAAAAAFo/94_XmfcUmZY/s72-c/Gheorgui_Pinkhassov.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-6067668391490105672</id><published>2007-12-20T01:24:00.000-08:00</published><updated>2007-12-20T01:27:45.644-08:00</updated><title type='text'>Broinhas de Natal</title><content type='html'>Chegou "à redacção" uma receita de broinhas de Natal. Quem se aventura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ingredientes: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1 Kg de batatas&lt;br /&gt;1 Kg de abóbora&lt;br /&gt;1 Kg de açúcar&lt;br /&gt;1 colher de chá de fermento&lt;br /&gt;6 ovos inteiros&lt;br /&gt;Erva doce&lt;br /&gt;Canela&lt;br /&gt;Frutos secos (noz, pinhão, etc)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Preparação:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, descascam-se as batatas e a abóbora. Seguidamente cozem-se as batatas e a abóbora em tachos (ou panelas) separados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de cumprido o tempo de cozedura, desfazem-se as batatas e a abóbora para o interior de um mesmo recipiente. Nessa altura, é necessário envolver o puré de batata com o puré de abóbora, juntar o resto dos ingredientes (menos os frutos secos) e amassar tudo muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a massa estiver suficientemente consistente, juntam-se os frutos secos. Antes de fazer as broinhas, convém ainda deixar a massa repousar durante umas duas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, dá-se a forma pretendida às broinhas e colocam-se num tabuleiro de ir ao forno previamente polvilhado com farinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficam no forno cerca de 20 minutos, sendo importante que a partir dessa altura se vá verificando se a massa já está cozida (com a ajuda de um palito, por exemplo).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-6067668391490105672?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/6067668391490105672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=6067668391490105672' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/6067668391490105672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/6067668391490105672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/12/broinhas-de-natal.html' title='Broinhas de Natal'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-7527874177660339229</id><published>2007-12-17T23:32:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:42.157-08:00</updated><title type='text'>É bom saber que...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R2b41aiSOzI/AAAAAAAAAFg/u5N3P_iWWNU/s1600-h/1e.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145073220857248562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R2b41aiSOzI/AAAAAAAAAFg/u5N3P_iWWNU/s320/1e.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Salário Mínimo em 2008 será de 426 euros &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://10.38.1.194/admin/editaNoticiaHTM.asp?idNot=1314113&amp;amp;id=63" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Público, 17.12.2007 - 20h42 - Por João Manuel Rocha&lt;/span&gt; - Veja o artigo na página original &lt;a href="http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1314113&amp;amp;idCanal=57"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O salário mínimo nacional em 2008 será de 426 euros, segundo o acordo alcançado hoje em concertação social.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O acordo prevê assim um aumento de 5,7 por cento, o mais alto, pelo menos, desde 1997. Para 2009, tal como já estava estabelecido, o salário mínimo será de 450 euros, ou seja, um aumento de 5,6 por cento. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O primeiro-ministro, José Sócrates, que falava após uma reunião de concertação social, salientou que este é o "maior aumento da última década" e sublinhou que foi uma decisão aprovada por todos os parceiros sociais&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-7527874177660339229?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/7527874177660339229/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=7527874177660339229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7527874177660339229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7527874177660339229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/12/bom-saber-que_17.html' title='É bom saber que...'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R2b41aiSOzI/AAAAAAAAAFg/u5N3P_iWWNU/s72-c/1e.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-2124854220661983331</id><published>2007-12-16T04:22:00.001-08:00</published><updated>2007-12-16T04:22:06.779-08:00</updated><title type='text'>GNR - Impressões digitais</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/Y6L_mq1FAzU' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/Y6L_mq1FAzU'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-2124854220661983331?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/2124854220661983331/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=2124854220661983331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2124854220661983331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2124854220661983331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/12/gnr-impresses-digitais.html' title='GNR - Impressões digitais'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-2629973349891713550</id><published>2007-12-16T03:56:00.001-08:00</published><updated>2007-12-16T04:21:46.407-08:00</updated><title type='text'>Faz-me impressão o trabalho, a inércia faz-me mal</title><content type='html'>Do álbum &lt;em&gt;Valsa dos Detectives&lt;/em&gt; (1989), dos &lt;strong&gt;GNR&lt;/strong&gt;, a canção "&lt;strong&gt;Impressões Digitais&lt;/strong&gt;", cuja letra todos os jovens de então sabiam de cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz impressão o trabalho que se tem em ser superficial&lt;br /&gt;Faz-me impressão e baralho o vulgar e o intelectual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto depressão conforme perco tempo essencial&lt;br /&gt;Sofro uma pressão enorme para gostar do que é normal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo tudo para mais logo não sou analógico sou criatura digital&lt;br /&gt;Tendo para mais louco não sou patológico como o papel vegetal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-me impressão ser seguido imitado por gente banal&lt;br /&gt;Faz-me um favor estou perdido indica-me algo de fundamental&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o que gosto em mim o que me motiva é uma preguiça transcendental&lt;br /&gt;E em ti o que me torna afim o que me cativa é esse sorriso vertical como uma impressão digital&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me uma fotocópia prefiro o original&lt;br /&gt;Edição revista e aumentada cordão umbilical&lt;br /&gt;Exclusivo a morder a página em papel jornal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-me impressão o trabalho a inércia faz-me mal&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-2629973349891713550?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/2629973349891713550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=2629973349891713550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2629973349891713550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2629973349891713550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/12/faz-me-impresso-o-trabalho-inrcia-faz.html' title='Faz-me impressão o trabalho, a inércia faz-me mal'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-2587855936720407571</id><published>2007-12-16T03:56:00.000-08:00</published><updated>2007-12-16T03:59:14.162-08:00</updated><title type='text'>Um poema por semana</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O Funcionário Cansado&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;António Ramos Rosa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite trocou-me os sonhos e as mãos&lt;br /&gt;dispersou-me os amigos&lt;br /&gt;tenho o coração confundido e a rua é estreita&lt;br /&gt;estreita em cada passo&lt;br /&gt;as casas engolem-nos&lt;br /&gt;sumimo-nos&lt;br /&gt;estou num quarto só num quarto só&lt;br /&gt;com os sonhos trocados&lt;br /&gt;com toda a vida às avessas a arder num quarto só&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um funcionário apagado&lt;br /&gt;um funcionário triste&lt;br /&gt;a minha alma não acompanha a minha mão&lt;br /&gt;Débito e Crédito Débito e Crédito&lt;br /&gt;a minha alma não dança com os números&lt;br /&gt;tento escondê-la envergonhado&lt;br /&gt;o chefe apanhou-me com o olho lírico na gaiola do quintal em frente&lt;br /&gt;e debitou-me na minha conta de empregado&lt;br /&gt;Sou um funcionário cansado dum dia exemplar&lt;br /&gt;Porque não me sinto orgulhoso de ter cumprido o meu dever?&lt;br /&gt;Porque me sinto irremediavelmente perdido no meu cansaço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soletro velhas palavras generosas&lt;br /&gt;Flor rapariga amigo menino&lt;br /&gt;irmão beijo namorada&lt;br /&gt;mão estrela música&lt;br /&gt;São as palavras cruzadas do meu sonho&lt;br /&gt;palavras soletradas na prisão da minha vida&lt;br /&gt;isso todas as noites do mundo uma noite só comprida&lt;br /&gt;num quarto só&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;em&gt;Viagem através duma nebulosa&lt;/em&gt; (1960)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Ramos Rosa&lt;/strong&gt; (1924-) conta com uma obra extensa, sendo as suas primeiras obras (do fim dos anos 50) influenciadas pelo neo-realismo e &lt;em&gt;depois&lt;/em&gt; pelo surrealismo. Foi um dos fundadores, em 1951, da importante revista de poesia Árvore. Para além de poeta, notabilizou-se nas actividades de crítico e de tradutor. Uma gorada experiência como empregado de escritório terá estado provavelmente na origem do poema transcrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia &lt;a href="http://www.iplb.pt/pls/diplb/!get_page?pageid=402&amp;amp;tpcontent=FA&amp;amp;idaut=1696224&amp;amp;tipo=&amp;amp;format=NP405"&gt;aqui&lt;/a&gt; a biografia de António Ramos Rosa da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas e consulte &lt;a href="http://nescritas.nletras.com/arrosa"&gt;aqui&lt;/a&gt; uma página dedicada ao poeta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-2587855936720407571?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/2587855936720407571/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=2587855936720407571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2587855936720407571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2587855936720407571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/12/um-poema-por-semana_16.html' title='Um poema por semana'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-578919764377482142</id><published>2007-12-13T01:53:00.001-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:42.413-08:00</updated><title type='text'>A (boa) notícia do dia – Inauguração da Byblos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R2FEvwq2nlI/AAAAAAAAAFM/beQ-OSPSknc/s1600-h/byblos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143467836742999634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R2FEvwq2nlI/AAAAAAAAAFM/beQ-OSPSknc/s320/byblos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Imagem retirada do jornal &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Grande aposta em catálogo de 150 mil títulos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Byblos, a maior e mais moderna livraria portuguesa é hoje inaugurada em Lisboa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;a href="http://10.38.1.194/admin/editaNoticiaHTM.asp?idNot=1313690&amp;amp;id=10" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Público, 13.12.2007 por Isabel Coutinho&lt;/span&gt; – leia o artigo na página original &lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1313690"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A inauguração da maior livraria portuguesa, a Byblos, um sonho antigo de Américo Areal, ex-dono das Edições Asa, está marcada para esta noite só para convidados. A livraria abre ao público amanhã, às 10h.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É um espaço gigantesco - 3300 m2 distribuídos por dois andares - e aposta no fundo editorial. Vai ter entre 120 mil e 150 mil títulos. Além de livros, a Byblos vende revistas, CD, DVD, merchandising relacionado com o livro, gifts (canetas, luzes de leitura, etc.) e tem um game center (espaço com videojogos). Ao lado das novidades, estão livros, discos, jogos e filmes que saíram há mais de seis meses e hoje são difíceis de encontrar no mercado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É uma livraria "inteligente": usa as novas tecnologias para dar conforto ao cliente, que pode começar a gerir a sua lista de compras a partir de casa (através do site www.byblos.pt). Cada cliente terá um cartão Byblos que pode ser carregado no multibanco para compras na livraria ou no site. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando o PÚBLICO visitou a Byblos as tecnologias ainda não estavam a funcionar. Mas a estante robotizada com 65 mil títulos (a pesquisa faz-se num computador) já estava instalada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os produtos à venda estão espalhados por prateleiras, mesas, vitrinas, gavetas como em qualquer livraria. O que é inovador na Byblos é o seu mobiliário integrar um software que ajuda na localização dos livros através de etiquetas RFID - Identificação por Radiofrequência. Cada livro terá uma etiqueta electrónica que está relacionada com outra que assinala determinado lugar na prateleira. Se o livro for colocado fora do seu sítio, o sistema central detecta o erro (as prateleiras têm antenas) e envia uma mensagem de e-mail para o computador do empregado responsável por essa área na livraria. Ele tem dez minutos para colocar o livro no lugar certo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por sua vez, os clientes podem fazer pesquisas nos 34 ecrãs tácteis espalhados pela livraria e ficar a saber a localização exacta dos produtos que procuram. Um papel com as referências da localização é impresso pela máquina. Informações com tops de vendas, promoções e agenda aparecem nos 54 ecrãs LCD da livraria. À saída, basta ao cliente pousar os livros na caixa de pagamento (numa pilha até 80 cm de altura) e o sistema lê o conjunto de compras (através da radiofrequência) sem ser necessário passar um a um. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Byblos tem ainda um auditório para 137 pessoas sentadas, camarim e gabinete de primeiros socorros. Na cafetaria vão servir refeições ligeiras. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A livraria vai funcionar de segunda a sábado, das 10h às 23h e ao domingo das 10h às 13h. Tem acessos pela Rua Carlos Alberto Mota Pinto, n.º 17 e pela Rua Joshua Benoliel (Amoreiras). Uma das portas dá directamente para a zona das crianças, com um barco (tem sino, leme, velas) e uma árvore com uma casa de madeira. Ali é possível brincar com jogos interactivos criados pela YDreams. Outra entrada dá para o quiosque, 280m2 com jornais e revistas especializadas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Quatro milhões de euros&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria", lê-se numa das paredes, e a felicidade para o dono da livraria será quando "as pessoas pensarem em livro, pensarem na Byblos". Areal vendeu a sua empresa ao grupo de Paes do Amaral e investiu quatro milhões de euros neste projecto. Para o ano quer inaugurar uma Byblos no Porto e construir uma cadeia de livrarias no país. "Hoje o livro está disponível em gasolineiras, estações de CTT, hipermercados, tabacarias. Mas quanto mais próximo, menor é a oferta", explica. "Por isso surge a tendência oposta, a das cadeias de grandes livrarias." Em França, em 2004, faliram centenas de pequenas livrarias mas a megalivraria cresceu 5,6 por cento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Há um vastíssimo público que não encontra resposta para as suas necessidades. Quer dar aos seus filhos o que gostou de ler e não encontra. Em todo o lado há livrarias de fundo editorial. Não seria a altura de aparecer uma em Portugal?", afirma Areal. Para o livro estrangeiro, têm acordos internacionais e na edição portuguesa andam "à pesca" dos editores mais pequenos e da edição de autor. "Quem tiver um livro venha ter connosco porque o queremos ter disponível quer fisicamente quer na Internet", pede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá ao sítio da Byblos &lt;a href="http://www.byblos.pt/"&gt;por aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-578919764377482142?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/578919764377482142/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=578919764377482142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/578919764377482142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/578919764377482142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/12/boa-notcia-do-dia-inaugurao-da-byblos.html' title='A (boa) notícia do dia – Inauguração da Byblos'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R2FEvwq2nlI/AAAAAAAAAFM/beQ-OSPSknc/s72-c/byblos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-2670653617443310760</id><published>2007-12-13T01:53:00.000-08:00</published><updated>2007-12-13T01:56:01.308-08:00</updated><title type='text'>Pequenos prazeres 4</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Texto de: &lt;em&gt;Pinheira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu maior “pequeno prazer” é andar de autocarro, a meio do dia, sem destino preciso, só para observar as paisagens e as pessoas: gosto de as observar no dia-a-dia delas, e imaginar o que fazem ou o que irão fazer quando saírem do autocarro. A meio do dia, as pessoas estão descontraídas, e é bom partilhar esse pequeno momento, mesmo não sendo de forma directa com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto muito de estar com os meus amigos, porque sei que com eles me vou divertir e esquecer por um momento os problemas que sempre existem na vida: o único objectivo é passar um bom momento, rir, saborear. Se há alguma conversa séria que se introduz, tentamos logo todos mudar de conversa, não por não gostarmos de ser sérios, mas porque sabemos que o momento foi unicamente reservado para rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dos meus pequenos prazeres é passear pelo campo, no meio da natureza : cheirar, ouvir, observar. Um sítio que pode parecer vazio, pode ser transformado simplesmente com a nossa atenção e imaginação. A natureza tem muito para oferecer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto imenso de estar com a minha família : adoro vê-lar reunida à volta de uma grande mesa, todas as gerações juntas para recordar e viver. Há sempre velhos segredos revelados, pessoas que acabam por ficar envergonhadas, riso, nostalgia, emoção, tudo se mistura. É bom estar com eles para nos lembrar que haverá sempre pessoas à nossa volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos meus prazeres regulares é, quando não tenho nada de importante para fazer, ficar em casa sozinha, debaixo de um cobertor, e ver – ou rever – os meus filmes favoritos. Já não se contam as vezes que vi &lt;em&gt;Billy Elliot&lt;/em&gt;  por exemplo! Também gosto muito de ver séries cómicas, nomeadamente &lt;em&gt;Friends&lt;/em&gt; , mesmo já tendo visto os episódios todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-2670653617443310760?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/2670653617443310760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=2670653617443310760' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2670653617443310760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2670653617443310760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/12/pequenos-prazeres-4.html' title='Pequenos prazeres 4'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-8719491882338410130</id><published>2007-12-11T23:41:00.001-08:00</published><updated>2007-12-11T23:41:29.609-08:00</updated><title type='text'>GNR - Dunas: o clip original</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/-DvtDLkIiTc' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/-DvtDLkIiTc'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-8719491882338410130?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/8719491882338410130/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=8719491882338410130' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8719491882338410130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8719491882338410130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/12/gnr-dunas-o-clip-original.html' title='GNR - Dunas: o clip original'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-8177437540633803386</id><published>2007-12-11T23:38:00.000-08:00</published><updated>2007-12-11T23:41:12.324-08:00</updated><title type='text'>São como divãs</title><content type='html'>Dunas – GNR (Grupo Novo Rock)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dunas, são como divãs,&lt;br /&gt;biombos indiscretos&lt;br /&gt;de alcatrão sujos&lt;br /&gt;rasgados por cactos e hortelãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitados nas dunas,&lt;br /&gt;alheios a tudo,&lt;br /&gt;olhos penetrantes,&lt;br /&gt;pensamentos lavados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebemos dos lábios,&lt;br /&gt;refrescos gelados&lt;br /&gt;selamos segredos,&lt;br /&gt;saltamos rochedos,&lt;br /&gt;em câmara lenta&lt;br /&gt;como na TV,&lt;br /&gt;palavras a mais&lt;br /&gt;na idade dos porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dunas, como que são divãs&lt;br /&gt;quem nos visse deitados&lt;br /&gt;cabelos molhados,&lt;br /&gt;bastante enrolados&lt;br /&gt;sacos-cama salgados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas dunas,&lt;br /&gt;roendo maçãs&lt;br /&gt;e a ver garrafas de óleo&lt;br /&gt;boiando vazias&lt;br /&gt;nas ondas da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebemos dos lábios,&lt;br /&gt;refrescos gelados - nas dunas&lt;br /&gt;em câmara lenta&lt;br /&gt;como na TV – nas dunas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;strong&gt;GNR&lt;/strong&gt; são uma banda do Porto formada no início dos anos 80, um dos grupos de pop-rock que mais sucesso alcançou em Portugal, sendo o videoclip apresentado um dos primeiros (“Dunas” integrou o álbum &lt;em&gt;Os homens não se querem bonitos&lt;/em&gt;, de 1985). Os GNR alcançaram o auge nos fins dos anos 80 e no início dos anos 90, sobretudo com os álbuns &lt;em&gt;Psicopátria&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Valsa dos Detectives&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Rock in Rio Douro&lt;/em&gt;. Apesar de o grupo ter conhecido várias formações ao longo dos anos, o vocalista, &lt;strong&gt;Rui Reininho&lt;/strong&gt;, manteve-se como a sua imagem de marca. Leia &lt;a href="http://anos80.no.sapo.pt/gnr.htm"&gt;aqui &lt;/a&gt;uma biografia dos GNR.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-8177437540633803386?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/8177437540633803386/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=8177437540633803386' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8177437540633803386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8177437540633803386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/12/so-como-divs.html' title='São como divãs'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-7866341494191534343</id><published>2007-12-07T02:18:00.002-08:00</published><updated>2007-12-09T02:07:13.343-08:00</updated><title type='text'>Um poema por semana</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Elegia da Ereira&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;Carlos de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;                                                                      São as aves demais para chorar?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;                                                                    AFONSO DUARTE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;À luz&lt;br /&gt;deste azeite estelar&lt;br /&gt;a que chamam luar&lt;br /&gt;e que é apenas o fulgor&lt;br /&gt;da cal a evaporar-se&lt;br /&gt;com os ossos humanos,&lt;br /&gt;são as aves&lt;br /&gt;o menos que choramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lágrimas desprendidas&lt;br /&gt;dum olhar terrestre&lt;br /&gt;que a loucura escurece,&lt;br /&gt;lá vamos nós,&lt;br /&gt;lá somos, mestre,&lt;br /&gt;aquelas sombras flutuando no luar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no entanto a terra,&lt;br /&gt;esse magoado coração do espaço,&lt;br /&gt;chama ainda por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que lhe diremos, mestre,&lt;br /&gt;tão pobres e tão sós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;in&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Terra de Harmonia&lt;/em&gt; (1950)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos de Oliveira&lt;/strong&gt; (1921-1981) é um dos maiores poetas e romancistas portugueses do século XX. Tendo passado a infância num meio rural e pobre, na região da Gândara, no concelho de Cantanhede (localidade que viria a servir de cenário aos seus romances), veio a integrar o movimento neo-realista aquando da sua vida de estudante por Coimbra. A história da sua poesia é a de uma passagem dos rígidos cânones da escola neo-realista a uma reflexão individual cada vez mais complexa sobre a escrita, a matéria, o movimento. Concebia a escrita como um trabalho de depuração e de aperfeiçoamento: reescreveu, alterando-os profundamente, quase todos os seus romances e, não por acaso, ao conjunto da sua obra poética chamou &lt;em&gt;Trabalho Poético&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Leia &lt;a href="http://www.iplb.pt/pls/diplb/!get_page?pageid=402&amp;amp;tpcontent=FA&amp;amp;idaut=1696101&amp;amp;tipo=&amp;amp;format=NP405"&gt;aqui &lt;/a&gt;uma biografia de Carlos de Oliveira da Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-7866341494191534343?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/7866341494191534343/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=7866341494191534343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7866341494191534343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7866341494191534343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/12/um-poema-por-semana.html' title='Um poema por semana'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-5867909036960982706</id><published>2007-12-07T02:18:00.000-08:00</published><updated>2007-12-07T02:19:23.560-08:00</updated><title type='text'>Pequenos Prazeres 3</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Texto de: &lt;em&gt;Lisboa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos meus pequenos prazeres é passar tempo livre. Gosto de passear, andar pelos jardins, bosques, lugares onde há natureza, e também de passear pelas cidades, como em Paris. Quando vejo lugares (ou situações) bonitas ou insólitas, gosto de tirar fotografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passar tempo com o meu sobrinho é um dos meus prazeres. Gosto de brincar, de contar histórias, de imaginar jogos novos e heróis com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto também de passar tempo com amigos e conversar com eles, quer seja quando nos vemos ou por telefone ou então na net.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema é também um dos meus pequenos prazeres. Gosto de ir ao cinema ou de ver filmes em casa. Quanto à música, ela é para mim um modo de descansar e me divertir. Ler é outro pequeno prazer, sejam novelas, temas de história, geografia, reportagens, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também gosto de viajar ou descobrir novo lugares, paisagens, civilizações, e também de tirar fotografias para guardar recordações destes momentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-5867909036960982706?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/5867909036960982706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=5867909036960982706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/5867909036960982706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/5867909036960982706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/12/pequenos-prazeres-3.html' title='Pequenos Prazeres 3'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-7993118102497932234</id><published>2007-12-06T00:46:00.000-08:00</published><updated>2007-12-06T00:47:00.870-08:00</updated><title type='text'>Pequenos Prazeres 2</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Texto de: &lt;em&gt;Patamar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt; - D de Domingos =&gt; Aos domingos, gosto de ir ao mercado, enchendo os cabazes de fruta, verduras, peixes...falando com os vendedores. O prazer não é so fazer compras, mas conhecer também a origem dos produtos. Assim que sinto um cheiro atractivo ou bravo começa uma nova aventura, aliás, uma viagem pelos países de onde vêm os produtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - L de Livro =&gt; Gosto de ler depois de comprar com preguiça um livro e de folhear alguns livros disponíveis nas estantes. Quero chegar até ao momento em que poderei mergulhar na história, já no fundo do mar de páginas, e esquecer a vida fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - T de Tintas=&gt; Gosto do sabor das lulas e do polvo, ora arroz de lulas com tinta, ora o polvo à galega. Não sei se as cores são mais importantes do que o sabor, todavia preciso muito delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - P de Prazeres =&gt; Gostaria de passear durante a noite nos arredores do cemitério dos Prazeres em Lisboa alta, para falar com os moradores e fregueses de tal modo que poderia saber se eles são prazenteiros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-7993118102497932234?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/7993118102497932234/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=7993118102497932234' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7993118102497932234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7993118102497932234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/12/pequenos-prazeres-2.html' title='Pequenos Prazeres 2'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-8703820133093726494</id><published>2007-12-05T06:05:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:42.571-08:00</updated><title type='text'>Expressões ilustradas - olhar (para algo) como um boi para um palácio</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R1awrRL1MhI/AAAAAAAAAFE/gB9mFT34aUY/s1600-h/boi%2Bpal%C3%A1cio.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140490282083889682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="140" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R1awrRL1MhI/AAAAAAAAAFE/gB9mFT34aUY/s320/boi%2Bpal%C3%A1cio.JPG" width="343" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Imagem&lt;/em&gt;: um boi do Parque Nacional da Peneda-Gerês olha para o Palácio da Pena, em Sintra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Olhar (para algo) como um boi para um palácio&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Diz-se quando alguém não compreende nada do que outra pessoa lhe está a dizer ou a tentar explicar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Ontem, o professor tentou explicar algumas regras do uso do infinitivo pessoal, mas os alunos ficaram a olhar para ele como um boi para um palácio". &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-8703820133093726494?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/8703820133093726494/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=8703820133093726494' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8703820133093726494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8703820133093726494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/12/expresses-ilustradas-olhar-para-algo.html' title='Expressões ilustradas - olhar (para algo) como um boi para um palácio'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R1awrRL1MhI/AAAAAAAAAFE/gB9mFT34aUY/s72-c/boi%2Bpal%C3%A1cio.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-7369573048752633659</id><published>2007-11-30T05:47:00.004-08:00</published><updated>2007-12-04T00:34:00.558-08:00</updated><title type='text'>Pequenos Prazeres 1</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Texto de: &lt;em&gt;Deckard&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, gosto de (jogar) futebol. Mais do que um prazer, é uma relação de amor e de ódio. “Amor”, porque o desporto-rei é uma paixão antiga (desde o famoso Benfica-Marselha de 1990 e a mão do Vata), e também porque adoro jogar com meus amigos. O futebol de rua tem de facto a vantagem de ser mais rápido, exuberante e de raramente acabar em pancadaria. Por outro lado, “desilusão” porque o futebol liberalizou-se em detrimento dos “pequenos” e das selecções nacionais. O mau perder, a falta de fair play, o excesso de mediatização (em Portugal nomeadamente) e o clima de guerra inerentes a este desporto causam-me repulsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo prazer: o cinema. Gosto de tudo, sem distinção de género ou de nacionalidade. Identifico-me com os filmes de Sergio Leone, Jacques Audiard, Eric Rochant, Jean-Pierre Melville, Arnold Schwarzenegger (assumo totalmente), François Truffaut, Paul Verhoeven, Stanley Kubrick e muito mais. Todavia, a minha preferência vai para uma forma de cinema popular e exigente, um cinema nem demagógico, nem elitista. O americano Michael Mann, o meu cineasta preferido, corresponde a esta ideia. Tenho igualmente um certo fascínio pelo cinema americano dos anos setenta. Os últimos filmes que me marcaram foram Control, sobre a vida do cantor Ian Curtis, efémero lider do grupo Joy Division, e 7h58, excelente filme policial e ao mesmo tempo uma tragédia familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lista dos meus filmes é extensa, mas o número um é sem duvida Blade Runner. Obceca-me e creio que não passa um dia sem que eu não pense neste filme. Por isso, considero-o como um prazer à parte. Gosto de tudo desse filme: a história, a música, os efeitos especiais, a actuação do elenco, o ambiente melancólico... Não posso explicitar mais porque a minha relação com esta obra é demasiada íntima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dos meus prazeres é a música, o rock, a pop electrónica, as músicas do mundo e as músicas de filmes. Sem ser especializado num domínio ou num artista particular, oiço um pouco de tudo, desde Ennio Morricone a Sara Tavares passando por Peter Gabriel, Rodrigo Leão Yann Tiersen e Serge Gainsbourg. Actualmente, não paro de trautear as canções dos grupos Raveoettes e Arcade Fire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto também de ler, embora faça parte das pessoas que viram mais filmes de que leram livros. Entre os meus autores favoritos, constam Bret Easton Ellis, Franck Miller e Philip K. Dick. Poderia ter citado tambem António Lobo Antunes de quem aprecio o estilo lírico e exigente mas só li quatro ou cinco livros dele. Li ultimamente les Bienveillantes que me “abalou” (no bom sentido). Independentemente da sua densidade e do estilo minucioso e sem concessão do Jonathan Littell, a obra reúne temas que me cativam, como a Segunda Guerra Mundial ou a ambiguidade moral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-7369573048752633659?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/7369573048752633659/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=7369573048752633659' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7369573048752633659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7369573048752633659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/pequenos-prazeres-1.html' title='Pequenos Prazeres 1'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-7953369210929603773</id><published>2007-11-30T05:47:00.003-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:42.785-08:00</updated><title type='text'>Pequenos Prazeres</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R1UP_xL1MgI/AAAAAAAAAE8/sf0tsFt6D30/s1600-h/pÃ©s_erva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140032137922425346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R1UP_xL1MgI/AAAAAAAAAE8/sf0tsFt6D30/s320/p%C3%A9s_erva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos próximos dias, vão ser publicados textos de alunos de português subordinados ao tema &lt;em&gt;Pequenos Prazeres&lt;/em&gt; (ideia que partiu de uma rubrica do &lt;em&gt;Jornal de Letras&lt;/em&gt;). Boa leitura!&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-7953369210929603773?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/7953369210929603773/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=7953369210929603773' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7953369210929603773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7953369210929603773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/pequenos-prazeres.html' title='Pequenos Prazeres'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R1UP_xL1MgI/AAAAAAAAAE8/sf0tsFt6D30/s72-c/p%C3%A9s_erva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-233978074976601314</id><published>2007-11-30T05:47:00.002-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:43.014-08:00</updated><title type='text'>Dica para jardineiros amadores</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E para quem ama as plantas e as árvores, há um blogue que dá uma boa ajuda a "jardineiros amadores, sem presunção de saber, mas com gosto em aprender": &lt;a href="http://bolotasguardadas.blogspot.com/"&gt;Bolotas Guardadas&lt;/a&gt;. Informações precisas e conselhos úteis para cuidar das plantas, com imagens bonitas. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Vale a pena dar um passeio por aquele jardim.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138970275977966066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R1FKPRL1MfI/AAAAAAAAAE0/Y6nu2Rklzyo/s320/Tulipa%2Bamarela.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem retirada do blogue &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bolotas Guardadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-233978074976601314?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/233978074976601314/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=233978074976601314' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/233978074976601314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/233978074976601314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/dica-para-jardineiros-amadores.html' title='Dica para jardineiros amadores'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R1FKPRL1MfI/AAAAAAAAAE0/Y6nu2Rklzyo/s72-c/Tulipa%2Bamarela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-414019527313421012</id><published>2007-11-30T05:47:00.001-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:43.310-08:00</updated><title type='text'>Um poema por semana</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;O nome do cão&lt;/strong&gt;, por &lt;strong&gt;Manuel António Pina&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cão tinha um nome&lt;br /&gt;por que o chamávamos&lt;br /&gt;e por que respondia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas qual seria&lt;br /&gt;o seu nome&lt;br /&gt;só o cão obscuramente sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhava-nos com uns olhos que havia&lt;br /&gt;nos seus olhos&lt;br /&gt;mas não se via o que ele via,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem se nos via e nos reconhecia&lt;br /&gt;de algum modo essencial&lt;br /&gt;que nos escapava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou se via o que de nós passava&lt;br /&gt;e não o que permanecia,&lt;br /&gt;o mistério que nos esclarecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde nós não alcançávamos&lt;br /&gt;dentro de nós&lt;br /&gt;o cão ia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí adormecia&lt;br /&gt;dum sono sem remorsos&lt;br /&gt;e sem melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então sonhava&lt;br /&gt;o sonho sólido em que existia.&lt;br /&gt;E não compreendia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia chamámos pelo cão e ele não estava&lt;br /&gt;onde sempre estivera:&lt;br /&gt;na sua exclusiva vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém o chamara por outro nome,&lt;br /&gt;um absoluto nome,&lt;br /&gt;de muito longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o cão partira&lt;br /&gt;ao encontro desse nome&lt;br /&gt;como chegara: só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a minha mãe enterrou-o&lt;br /&gt;sob a buganvília&lt;br /&gt;dizendo: «É a vida…»&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;17/2/90, in &lt;em&gt;Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança&lt;/em&gt; (1999)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Manuel António Pina&lt;/strong&gt; (1943) é um poeta, jornalista e cronista português. A sua obra inclui também vários livros infanto-juvenis (é um dos mais destacados autores portugueses a escreverem para esse público), peças de teatro e uma novela, &lt;em&gt;Os Papéis de K&lt;/em&gt;. É actualmente colunista da revista &lt;em&gt;Visão&lt;/em&gt;, fazendo frequentemente uso de ironia nas suas crónicas. A sua poesia é marcadamente auto-reflexiva, sendo a memória um dos seus temas privilegiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontre &lt;a href="http://www.iplb.pt/pls/diplb/!get_page?pageid=402&amp;amp;tpcontent=FA&amp;amp;idaut=1695739&amp;amp;tipo=&amp;amp;format=NP405"&gt;aqui&lt;/a&gt; uma biografia de Manuel António Pina (sítio da Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas).&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138966333197988322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R1FGpxL1MeI/AAAAAAAAAEs/OlRJ_DJ0R3E/s320/buganv%C3%ADlia.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Imagem&lt;/em&gt;: uma buganvília&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-414019527313421012?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/414019527313421012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=414019527313421012' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/414019527313421012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/414019527313421012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/um-poema-por-semana_30.html' title='Um poema por semana'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R1FGpxL1MeI/AAAAAAAAAEs/OlRJ_DJ0R3E/s72-c/buganv%C3%ADlia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-179161031179931171</id><published>2007-11-30T05:47:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:43.915-08:00</updated><title type='text'>O fait-divers do dia - CTT lançam primeiro selo de cortiça do mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R1AVA--CqrI/AAAAAAAAAEc/q2FHHF6Ep50/s1600-R/seloemcortiÃ§a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138630281477139122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R1AVA--CqrI/AAAAAAAAAEc/62hFAh6SVHg/s320/seloemcorti%C3%A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;CTT lançam primeiro selo de cortiça do mundo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Público, 28.11.2007 (notícia da agência Lusa) &lt;/span&gt;– veja o artigo na página original &lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1312177&amp;amp;idCanal=62"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os CTT lançaram hoje o primeiro selo de cortiça do mundo na Assembleia da República, numa edição única de 230 mil exemplares que está "praticamente esgotada". O selo foi desenhado pelo designer João Machado.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"É um selo muito bonito, que homenageia em simultâneo quer a cortiça quer o sobreiro e o papel que o montado tem representado para fins ambientais em Portugal", destacou o presidente dos CTT, Luís Nazaré, no final da cerimónia de lançamento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O selo, com a imagem de um sobreiro, tem o valor facial de um euro, e o presidente dos CTT assegura que a edição "está praticamente esgotada", estando afastada a possibilidade de uma segunda edição.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Nunca fazemos segundas edições, é por isso que a filatelia portuguesa é tão considerada", explicou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O presidente dos CTT sublinhou que, sendo uma estreia a nível mundial, não foi fácil produzir este selo de cortiça, em que cada exemplar é uma peça única.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Tivemos de encontrar um material especialmente fino, que aguentasse a impressão, não se degradasse rapidamente e que pudesse ter no verso uma fita auto-adesiva", explicou, recusando contudo revelar o custo final da produção deste selo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na cerimónia de lançamento estiveram presentes o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, o ministro da Agricultura, Jaime Silva, e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dicionário:&lt;br /&gt;CTT:&lt;/strong&gt; sigla de Correios e Telecomunicações de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;montado:&lt;/strong&gt; terreno plantado essencialmente de sobreiros ou azinheiras e onde se costuma pastar o gado suíno (os porcos alimentam-se em grande parte da bolota, o fruto do sobreiro).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;filatelia:&lt;/strong&gt; gosto pelo coleccionismo de selos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Com o auxílio do &lt;em&gt;Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea&lt;/em&gt;, da Academia das Ciências de Lisboa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A &lt;strong&gt;cortiça&lt;/strong&gt; é a casca rugosa que reveste o tronco e os ramos do &lt;strong&gt;sobreiro&lt;/strong&gt; (árvore da família do carvalho, que faz parte da flora da Europa do Sul e da África do Norte e que em Portugal predomina no sul, sendo característico do Alentejo). A extracção da cortiça não prejudica os sobreiros porque a casca renasce. A cortiça tem muitas aplicações na indústria (por exemplo, para as rolhas das garrafas) e Portugal é o principal produtor do mundo. Como se pode ver &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2007/04/02/economia/producao_nacional_cortica_resiste_a_.html"&gt;neste outro artigo do Diário de Notícias&lt;/a&gt;, o valor das exportações de cortiça representa 0,7% do produto interno bruto (PIB) português.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138631333744126658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R1AV-O-CqsI/AAAAAAAAAEk/ASah-gSR9Xc/s320/Sobreirop%C3%B3scorti%C3%A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Imagem: aspecto de um sobreiro após a extracção da cortiça (imagem retirada &lt;a href="http://fundacaojlf.no.sapo.pt/index.htm"&gt;daqui&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-179161031179931171?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/179161031179931171/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=179161031179931171' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/179161031179931171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/179161031179931171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/o-fait-divers-do-dia-ctt-lanam-primeiro.html' title='O fait-divers do dia - CTT lançam primeiro selo de cortiça do mundo'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R1AVA--CqrI/AAAAAAAAAEc/62hFAh6SVHg/s72-c/seloemcorti%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-7436536019613555298</id><published>2007-11-28T07:12:00.001-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:44.201-08:00</updated><title type='text'>Expressões ilustradas - matar dois coelhos de uma cajadada só</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R06nwO-CqoI/AAAAAAAAAEM/6gDaivEJehA/s1600-h/2coelhoscajado.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138228671970192002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R06nwO-CqoI/AAAAAAAAAEM/6gDaivEJehA/s320/2coelhoscajado.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um cajado é uma vara de pastor, usada para guiar o rebanho e que pode eventualmente ser utilizada como arma (nesse caso, a um golpe de cajado chama-se “cajadada”).&lt;br /&gt;Utiliza-se esta expressão quando se resolvem duas questões ou dois negócios de uma só vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A minha avó anda sempre a queixar-se de que eu nunca a vou visitar a Portugal. No próximo fim-de-semana é o aniversário dela e acho que vou dar lá um pulo. Como preciso de comprar um bom dicionário de português-inglês para o meu novo emprego, mato dois coelhos de uma cajadada só”.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-7436536019613555298?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/7436536019613555298/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=7436536019613555298' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7436536019613555298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7436536019613555298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/expresses-ilustradas-matar-dois-coelhos.html' title='Expressões ilustradas - matar dois coelhos de uma cajadada só'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R06nwO-CqoI/AAAAAAAAAEM/6gDaivEJehA/s72-c/2coelhoscajado.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-7889173317651550005</id><published>2007-11-28T07:12:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:44.468-08:00</updated><title type='text'>A notícia do dia - Novo aeroporto de Lisboa</title><content type='html'>Uma notícia do jornal &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt; sobre os estudos para a localização do aeroporto que virá a substituir (ou, neste cenário, simplesmente a complementar) o aeroporto da Portela, o actual aeroporto de Lisboa, tema polémico em discussão em Portugal há alguns meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137909444230949474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R02Fau-CqmI/AAAAAAAAAD8/KsY6c3DGRNU/s320/aeroporto_portela.jpg" border="0" /&gt; &lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Portela+1 pode trazer poupanças de dois mil milhões de euros ao erário público&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://10.38.1.194/admin/editaNoticiaHTM.asp?idNot=1312091&amp;amp;id=63" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Artigo de Luísa Pinto para o jornal &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt; de 28/11/2007 &lt;/span&gt;(veja o artigo na página original &lt;a href="http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1312091&amp;amp;idCanal=57"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um estudo encomendado pela ACP à Universidade Católica incide na análise económica e defende manutenção da Portela, apoiado por uma base low cost na margem esquerda.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Associação Comercial do Porto (ACP) já entregou ao Governo o seu contributo para a discussão em curso sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa, aquele que deve ser o último estudo a ser conhecido antes de o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), encarregado pelo executivo de analisar as alternativas, se pronunciar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O estudo da ACP não se debruça muito sobre a localização do aeroporto, nem aprofunda a questão das acessibilidades ou dos impactos ambientais - apesar de não descurar estes temas. A preocupação vai quase toda para uma quantificação dos custos e dos benefícios trazidos por cada uma das soluções que já foram apresentadas - a Ota defendida pelo Governo, e Alcochete defendida no estudo pago pela Confederação da Indústria Portuguesa - e ao qual acrescentam mais uma: a manutenção do aeroporto da Portela como aeroporto full service, complementado por segundo aeroporto na margem esquerda do Tejo, para receber o tráfego das companhias de aviação de baixo custo (as low cost). &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A opção por esta "terceira via" que a ACP decidiu estudar revela que podem ser poupados cerca de dois mil milhões de euros, caso se resolva transformar a actual base militar do Montijo num terminal para receber companhias low cost, e 1,3 mil milhões de euros caso se opte pela solução Alcochete. Trata-se, pois, de volumes de investimento muito diferenciados, mas a equipa que realizou o estudo sublinha ter consciência de que "um modelo de exploração assente em dois aeroportos só terá vantagens se se conseguir economizar no capital investido e manter os custos de exploração unitários constantes por comparação ao cenário de uma única estrutura". Ou seja, não se investe muito mais, e mantêm-se as margens operacionais na exploração de um novo modelo de negócio, a opção pela separação de aeroportos full service (aptos a receber passageiros em trânsito e hubs das companhias aéreas ditas tradicionais) e aeroportos low cost. A Portela continuaria a ser um aeroporto full service e a albergar o hub da TAP, e na margem esquerda do Tejo surgiria desde já um terminal low cost, para onde seriam transferidos os actuais três milhões de passageiros, aliviando a Portela, e prolongando-lhe o seu "prazo de vida".&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No estudo usaram-se a Portela e o Aeroporto de Faro como exemplos de aeroportos full service e low cost para perceber que as margens operacionais atingidas em cada um dos segmentos não são muito distintas: 3,5 euros por pessoa num aeroporto full service, e 2,25 euros por pessoa num aeroporto low cost. Estas margens de exploração revelam também diferenças face a outros aeroportos internacionais, porque são, referem os autores do estudo, "anormalmente baixas", o que agrava "os riscos de se firmarem compromissos a longo prazo". "Os custos mais elevados e as receitas mais baixas constituem um factor de destruição de valor, caso não exista flexibilidade suficiente para ajustar estrategicamente o modelo de negócio aos condicionalismos da evolução de mercado", lê-se no relatório do estudo. Por isso, defende que a construção do aeroporto se faça de uma forma modular, para que possa ajustar-se à evolução do mercado e adequar o ritmo dos investimentos à procura que se venha a verificar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A alternativa "Portela+1" permite diferir o investimento na construção de um novo aeroporto, aproveitando ao máximo o investimento de 380 milhões de euros que está a ser realizado na Portela, e defende a possibilidade de ter disponível, já a partir de 2010, um aeroporto para prestar serviço exclusivo às companhias low cost.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No caso de a Portela ter de ser definitivamente abandonada - já depois dos investimentos devidamente rentabilizados -, defendem a possibilidade de transferir todo o tráfego para o aeroporto inicialmente secundário. No estudo da ACP demonstra-se que tanto Alcochete como Montijo têm capacidades de servir estes objectivos, sendo que a localização Alcochete poderá ser mais demorada, embora apenas marginalmente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Quem fez o estudo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O estudo encomendado pela Associação Comercial do Porto (ACP) à Universidade Católica foi realizado pelo Centro de Estudos e Gestão de Economia Aplicada (CEGEA) da Faculdade de Economia e Gestão e integrou uma equipa de investigação multidisciplinar coordenada por Álvaro Nascimento. As questões de engenharia foram estudadas pela Trenmo, uma empresa de consultoria em transportes que resultou de um spin off da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, fundada por Álvaro Costa. Este especialista em transportes, envolvido nos estudos para a terceira travessia do Tejo, participou também como representante da ACP no Conselho de Orientação Estratégico presidido por Miguel Cadilhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dicionário:&lt;br /&gt;erário público&lt;/strong&gt;: conjunto dos recursos económicos e financeiros do Estado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;incidir (em):&lt;/strong&gt; recair sobre.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;manutenção:&lt;/strong&gt; acção de conservar, de fazer durar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;debruçar-se (sobre):&lt;/strong&gt; interessar-se e examinar com atenção.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;descurar:&lt;/strong&gt; não dar a atenção devida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ajustar-se (a):&lt;/strong&gt; adaptar-se uma coisa a outra na forma ou dimensão, de forma a ficar justa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;diferir:&lt;/strong&gt; deixar para outra ocasião, adiar, retardar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Repare nas expressões “discussão em curso” &lt;/strong&gt;(em andamento, no momento actual)&lt;strong&gt;, “impactos ambientais”, “terceira via”, “depois dos investimentos devidamente rentabilizados”.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Repare:&lt;br /&gt;“antes de o Laboratório Nacional de Engenharia Civil […] se pronunciar…”; “No caso de a Portela ter de ser definitivamente abandonada…”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Quando a preposição &lt;em&gt;de&lt;/em&gt; antecede uma oração com verbo no infinitivo não se contrai com o artigo que pode começar essa oração.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-7889173317651550005?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/7889173317651550005/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=7889173317651550005' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7889173317651550005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7889173317651550005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/notcia-do-dia-novo-aeroporto-de-lisboa.html' title='A notícia do dia - Novo aeroporto de Lisboa'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R02Fau-CqmI/AAAAAAAAAD8/KsY6c3DGRNU/s72-c/aeroporto_portela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-8195681187592906219</id><published>2007-11-23T00:37:00.001-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:44.567-08:00</updated><title type='text'>Um poema por semana</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R0bR6WR8cDI/AAAAAAAAAD0/pcJ4vzmpKXA/s1600-h/matisse_platane.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136023225406091314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R0bR6WR8cDI/AAAAAAAAAD0/pcJ4vzmpKXA/s320/matisse_platane.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Imagem&lt;/em&gt;: Henri Matisse, &lt;em&gt;Platane&lt;/em&gt;, 1951&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adeus&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;Eugénio de Andrade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,&lt;br /&gt;e o que nos ficou não chega&lt;br /&gt;para afastar o frio de quatro paredes.&lt;br /&gt;Gastámos tudo menos o silêncio.&lt;br /&gt;Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,&lt;br /&gt;gastámos as mãos à força de as apertarmos,&lt;br /&gt;gastámos o relógio e as pedras das esquinas&lt;br /&gt;em esperas inúteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.&lt;br /&gt;Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;&lt;br /&gt;era como se todas as coisas fossem minhas:&lt;br /&gt;quanto mais te dava mais tinha para te dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.&lt;br /&gt;E eu acreditava.&lt;br /&gt;Acreditava,&lt;br /&gt;porque ao teu lado&lt;br /&gt;todas as coisas eram possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso era no tempo dos segredos,&lt;br /&gt;era no tempo em que o teu corpo era um aquário,&lt;br /&gt;era no tempo em que os meus olhos&lt;br /&gt;eram realmente peixes verdes.&lt;br /&gt;Hoje são apenas os meus olhos.&lt;br /&gt;É pouco, mas é verdade,&lt;br /&gt;uns olhos como todos os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já gastámos as palavras.&lt;br /&gt;Quando agora digo: &lt;em&gt;meu amor&lt;/em&gt;,&lt;br /&gt;já não se passa absolutamente nada.&lt;br /&gt;E no entanto, antes das palavras gastas,&lt;br /&gt;tenho a certeza&lt;br /&gt;de que todas as coisas estremeciam&lt;br /&gt;só de murmurar o teu nome&lt;br /&gt;no silêncio do meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos já nada para dar.&lt;br /&gt;Dentro de ti&lt;br /&gt;não há nada que me peça água.&lt;br /&gt;O passado é inútil como um trapo.&lt;br /&gt;E já te disse: as palavras estão gastas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;em&gt;Os Amantes sem Dinheiro&lt;/em&gt; (1950)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-8195681187592906219?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/8195681187592906219/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=8195681187592906219' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8195681187592906219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8195681187592906219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/um-poema-por-semana_23.html' title='Um poema por semana'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R0bR6WR8cDI/AAAAAAAAAD0/pcJ4vzmpKXA/s72-c/matisse_platane.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-3791106568541114878</id><published>2007-11-23T00:37:00.000-08:00</published><updated>2007-11-23T00:42:39.296-08:00</updated><title type='text'>Os blogues dos outros - 4</title><content type='html'>Do blogue &lt;a href="http://ana-de-amsterdam.blogspot.com/"&gt;Ana de Amesterdam &lt;/a&gt;(leia &lt;a href="http://ana-de-amsterdam.blogspot.com/"&gt;aqui &lt;/a&gt;o texto original, com foto de um pirliteiro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pirliteiro&lt;br /&gt;(Publicado por Ana na quinta-feira, 22 de Novembro de 2007)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me bem dessa árvore. Dos ramos espinhosos nasciam folhas enceradas e pequenas que faziam lembrar asas frágeis de insecto. Na Primavera a árvore cobria-se com umas flores de tule branco, muito tolas e perfumadas. Durante o Outono, a árvore vestia-se com uma sobrepeliz de frutos pequeninos, vermelhos, que pareciam romãs e cresciam em cachos. Quis muitas vezes trincar aquelas maçãs liliputianas. Tomar-lhes o gosto. Porém, a tia Dé, quando me via perto de tal árvore, as mãos fechadas escondendo as bagas, abria muitos os olhos. Adivinhando a vontade que eu tinha de as trincar, corria a gritar que tais frutos eram altamente venenosos, que certa vez lhe aparecera no hospital um menino, coitadinho, tão pequenino, muito, muito doente por ter comido umas bagas daquelas. Os médicos, contava ela em alarido, tiveram de lhe enfiar um tubo duro de plástico até ao estômago para o livrar de uma morte certa. Depois dava-me palmadas nas mãos até eu as abrir e largar os frutos vermelhos. Nunca soube o nome de tal árvore. Encontrava-a no jardim do Campo de Santana, talhada em sebes vivas. Também a encontrava nos jardins do Seminário dos Olivais onde o cheiro estival das amoras maduras e o crocitar dos grilos tornavam as tardes de Agosto muito mais quentes. Sempre que via tal arvorezinha vinha-me de dentro uma vontade urgente de lhe trincar os frutos. Mas logo me lembrava dos avisos da minha tia. Imaginava, então, que se trincasse uma daquelas bagas vermelhas cairia redonda no chão tal qual a branca de neve quando provou a luzidia maçã. Se provasse as bagas de tal árvore, era certo e sabido, que passaria o resto da vida enfiada num esquife frio de cristal. Por isso, em obediência à minha tia, nunca mastiguei os pequenos frutos. Apertava-os nas mãos até os esmagar. Uma decepção profunda tomava conta de mim quando lhes via o interior grumoso e pálido. Queria que tivessem um corpo rubro, sinal de doçura, como o dos diospiros. Hoje, quando cruzo o parque da fundação, ignoro os avisos civilizados que aconselham a não pisar a relva e a não apanhar flores, folhas, frutos. Apanho meia dúzia de bagas das árvores que crescem junto do centro de arte moderna. Enfio-as nos bolsos. As bagas continuam sem cheiro. A superfície polida, nacarada, faz-me lembrar um tempo incerto em que fui feliz. Apodrecem nos meus bolsos até ao dia em que resolver metê-las à boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ontem, lendo certo livro, para além de merovíngios castelos, descobri que a arvorezinha da minha infância se chama pirliteiro e que os seus frutos se chamam pirlitos. Fiquei esfuziante com a descoberta. Como se um sol pequenino nascesse das páginas do livro. É tão importante conhecer o nome das coisas. E, hoje, vagabundeando pela net, descobri que se pode fazer marmelada de pirlitos. Tamanha revelação deixou-me atordoada. Hei-de fazer uma marmelada de pirlitos e dá-la a provar à minha pobre tia.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dicionário:&lt;br /&gt;enceradas&lt;/strong&gt;: polidas com se lhes tivessem passado cera &lt;em&gt;ou&lt;/em&gt; que tem a cor a cera.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;flores de tule&lt;/strong&gt;: flores pequenas, usadas para decoração.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;romã&lt;/strong&gt;: fruto da romãzeira, redondo e com casca avermelhada, que encerra grande quantidade de bagos vermelhos e sumarentos (em francês, “grenade”).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;liliputianas&lt;/strong&gt;: muito pequenas (de Liliput, país imaginário habitado por anões do livro Viagens de Gulliver, do escritor inglês J. Swift).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;bagas&lt;/strong&gt;: grão ou fruto pequeno e arredondado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;esquife&lt;/strong&gt;: caixão para transportar cadáveres para a sepultura.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;diospiros&lt;/strong&gt;: fruto do diospireiro, que consiste numa baga grande, alaranjada, muito apreciada pela sua doçura (em francês, “kaki”).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;nacarada&lt;/strong&gt;: que tem (a cor do) nácar, substância calcária, branca, rosada, brilhante, com reflexos irisados, que reveste interiormente as conchas de vários moluscos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;esfuziante&lt;/strong&gt;: muito alegre; que irrompe em riso.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Repare nas expressões “tomar-lhes o gosto”, “em alarido”&lt;/strong&gt; (ruidosamente, agitadamente), &lt;strong&gt;“era certo e sabido”, “dar a provar (a)”&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o auxílio do &lt;em&gt;Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea&lt;/em&gt; da Academia das Ciências de Lisboa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-3791106568541114878?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/3791106568541114878/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=3791106568541114878' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/3791106568541114878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/3791106568541114878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/os-blogues-dos-outros-4.html' title='Os blogues dos outros - 4'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-4168559350401503624</id><published>2007-11-22T00:57:00.000-08:00</published><updated>2007-11-22T01:01:31.274-08:00</updated><title type='text'>Os blogues dos outros - 3</title><content type='html'>Do blogue &lt;a href="http://zerodeconduta.blogspot.com/"&gt;Zero de Conduta &lt;/a&gt;(texto original, com ligações e acesso ao vídeo promocional do Kindle, &lt;a href="http://zerodeconduta.blogspot.com/2007/11/kindle-garden.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kindle Garden&lt;br /&gt;(Publicado por Pedro Sales, na quarta-feira, 21 de Novembro de 2007)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Seria suposto que a digitalização de uma parte crescente dos conteúdos culturais conduzisse a uma maior liberdade do consumidor. Afinal, a grande vantagem da imaterialização dos suportes deveria ser a possibilidade da sua utilização em vários aparelhos. Em casa, no computador ou televisor, mas também na rua, com os cada vez mais presentes leitores de mp3, computadores portáteis ou mesmo telemóveis. A convergência de formatos tratava do resto. Nada mais errado. A cada novo aparelho e moda digital aumentam as restrições à sua utilização e difusão.&lt;br /&gt;O novo menino bonito da imprensa mundial é o mais recente exemplo dessa tendência. Lançado com grande fanfarra na capa da &lt;a href="http://www.newsweek.com/id/70983"&gt;Newsweek&lt;/a&gt;, o Kindle é o aparelho com que a &lt;a href="http://www.amazon.com/gp/homepage.html/102-4381772-8196151"&gt;Amazon&lt;/a&gt; diz pretender revolucionar a forma como lidamos e lemos os livros. Trata-se de um pequeno, e leve, aparelho digital que serve para ler versões electrónicas dos livros. O &lt;a href="http://www.amazon.com/gp/product/B000FI73MA/ref=amb_link_5873612_3?pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&amp;amp;pf_rd_s=gateway-center-column&amp;amp;pf_rd_r=0M9SJP0RZ1Y46CCGGV8A&amp;amp;pf_rd_t=101&amp;amp;pf_rd_p=329252801&amp;amp;pf_rd_i=507846"&gt;Kindle&lt;/a&gt; é tão caro quanto feio, custando 400 dólares, e permite também aceder, através de uma rede sem fios, aos conteúdos de blogues e jornais na net.&lt;br /&gt;Como é normal, fora da fanfarra fica a leitura das pequeninas letras que limitam a sua utilidade. Um livro podemos comprar e emprestar. Com o Kindle não. Para além de usar um formato proprietário que só pode ser comprado na Amazon, mesmo depois de adquir o livro não o podemos guardar no computador nem emprestar a quem quer que tenha o mesmo aparelho. Se o Kindle se avariar a Amazon diz que devolve os livros já comprados, o que até pode ser verdade, mas fica sempre a questão do que acontece se o formato não vingar e a Amazon se desinteressar do mesmo. Não é uma mera questão académica, tendo já acontecido com o Google Vídeo. A coisa não funcionou bem, a empresa fechou o serviço e &lt;a href="http://blogoscoped.com/archive/2007-08-11-n74.html"&gt;todos quantos tinham comprado os filmes nesse formato ficaram sem o dinheiro e sem filmes&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Mas o pior são mesmo as características mais “modernas” do aparelho. O Kindle permite ler ficheiros Word ou Pdf. Mas têm que ser enviados, previamente, para a Amazon para serem convertidos. Um serviço que é pago! Outra das grandes vantagens do novo suporte, diz a Amazon, é que permite aceder, através de uma rede sem fios, à versão electrónica de vários jornais e blogues. É verdade, mas só os 250 seleccionados pela cadeia electrónica. Para aceder a essa possibilidade tem que se pagar uma mensalidade à empresa. Ou seja, os blogues e jornais que se podem consultar gratuitamente com um portátil ou pda, no Kindle têm que se pagar. &lt;strong&gt;É uma das características mais curiosas da economia digital. Cobrar pelo que sempre foi gratuito e “vender-nos” o produto como uma grande revolução.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A maioria da imprensa internacional, e o &lt;a href="http://zerodeconduta.blogspot.com/www.publico.pt"&gt;Público&lt;/a&gt; (que colocou uma setinha ascendente ao dono da Amazon, dizendo que está a "abrir novas portas ao prazer de ler"), acham que o futuro da leitura passa por aqui. Se o futuro é pagarmos para lermos livros digitais que não podemos emprestar, imprimir, ou guardar num aparelho que não seja da Amazon - e que não nos oferece nenhumas garantias de que existirá daqui a uma década - então, como dizia o José Mário Branco no FMI, &lt;a href="http://vozdoseven2.weblog.com.pt/arquivo/2007/05/letra_fmi_jose.html"&gt;"que se foda o futuro, que se foda o progresso"&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dicionário&lt;br /&gt;fanfarra&lt;/strong&gt;: toque de trompetas e clarins, ária triunfal ou guerreira executada em paradas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Repare nas expressões “se o formato não vingar”&lt;/strong&gt; (se o formato não for bem sucedido, se não tiver sucesso), &lt;strong&gt;“uma mera questão académica”, “que se foda”&lt;/strong&gt; (expressão grosseira que indica desprezo ou desinteresse – um equivalente familiar: “que se lixe”)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Mário Branco&lt;/strong&gt; é um importante cantor de intervenção português; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;FMI&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é o nome de um dos seus trabalhos, um texto com música gravado num espectáculo e publicado em 1982.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-4168559350401503624?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/4168559350401503624/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=4168559350401503624' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/4168559350401503624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/4168559350401503624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/os-blogues-dos-outros-3.html' title='Os blogues dos outros - 3'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-8719722523596261935</id><published>2007-11-20T23:47:00.000-08:00</published><updated>2007-11-20T23:51:48.304-08:00</updated><title type='text'>Os blogues dos outros - 2</title><content type='html'>Do blogue &lt;a href="http://blogs.publico.pt/artephotographica/"&gt;Arte Photographica&lt;/a&gt;, por Sérgio B. Gomes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;À conversa com… [o fotógrafo] Martin Parr&lt;br /&gt;(Publicado por Sérgio B. Gomes, na segunda-feira, 19 de Novembro de 2007)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando, Martin Parr gosta de surpreender. De vez em quando o fotógrafo da &lt;em&gt;Magnum&lt;/em&gt; gosta de saltar fora do &lt;em&gt;slideshow&lt;/em&gt; rotineiro, da muito &lt;em&gt;british&lt;/em&gt; camisa aos quadradinhos e deslizar para o puro entretenimento. Basta provocá-lo. Ainda este ano, nos Encontros de Fotografia de Arles, em França, Parr protagonizou um dos momentos do festival quando, depois da conferência, alguém lhe pediu para posar em tronco nu, tal qual o autoretrato digital em que aparece num corpo musculado que – nota-se logo – não é o seu. A pelica esbranquiçada ao léu provocou a gargalhada geral, o fotógrafo inglês incluído.&lt;br /&gt;Durante a apresentação do seu trabalho na ArteLisboa, na semana passada, a convite da Fundação Carmona e Costa, Martin Parr, 55 anos, não foi assim tão espontâneo, mas surpreendeu uma sala meio vazia que muitas vezes não conteve o riso perante as imagens projectadas. E isso, na obra de Parr, pode ser um bom sinal. Porque é pelo humor, a par da sedução e do excesso, que nos mostra os rituais sociais de massa, a forma como vive o Ocidente e a forma como gostamos de nos mostrar aos outros.Este inglês de ironia refinada não está interessado em denunciar o “lado pobre” e a miséria em que está atolada uma parte do mundo. Prefere fazer a crítica mordaz ao “lado rico”, ao “Ocidente saudável” e à “vida espampanante do século XXI”.Encontrámo-nos num hotel do Parque das Nações, em Lisboa, às 8h em ponto. Martin queria aproveitar o resto da manhã para saber mais acerca dos livros de fotografia publicados durante a ditadura salazarista, um dos temas que tem movido a sua curiosidade ultimamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(excerto da entrevista)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As imagens que procura estão normalmente associadas a rituais sociais de massa ligados ao consumismo. Usa a fotografia como uma crítica a essa voragem despesista?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes é uma crítica à sociedade, mas não é só isso, porque também me estou a criticar a mim. O mundo tem muito dinheiro a rodar e ultimamente isso tem sido um grande problema. Eu sou parte do problema e você também. Você pode não pensar muito nisso, faz parte do Ocidente saudável. E todas as pessoas que vão ler isto também são parte do problema.&lt;br /&gt;Está toda a gente a dizer que a culpa é dos outros, mas o que é certo é que a culpa é nossa. Mas ninguém vai abandonar o estilo de vida espampanante do século XXI. Estamos a caminho do fim, porque o mundo não consegue sustentar este tipo de crescimento. E já que vamos por aí abaixo, ao menos que o façamos de uma forma divertida. A gastar todo o dinheiro possível.&lt;br /&gt;Este centro comercial que há aqui em frente [aponta para o Centro Comercial Vasco da Gama] é uma coisa de doidos. Ontem à noite fui lá e mal me podia mexer. É suposto Portugal ser um dos países mais pobres da Europa, mas olhamos à nossa volta e só vemos carros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia o resto da entrevista e veja fotografias de Martin Parr no blogue Arte Photographica, &lt;a href="http://blogs.publico.pt/artephotographica/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dicionário:&lt;br /&gt;rotineiro&lt;/strong&gt;: que faz parte da rotina, do quotidiano.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;atolada&lt;/strong&gt;: enterrada, sem se poder libertar (literalmente, presa num atoleiro, num lugar de solo mole, cheio de lama ou lodo, onde se pode ficar preso)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;espampanante&lt;/strong&gt;: extravagante, exuberante&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Repare nos termos “posar em tronco nu”, “mover a curiosidade”, “crítica mordaz” &lt;/strong&gt;(crítica severa, áspera), &lt;strong&gt;“vamos por ir aí abaixo”, “mal se poder mexer”.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-8719722523596261935?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/8719722523596261935/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=8719722523596261935' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8719722523596261935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8719722523596261935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/os-blogues-dos-outros-2.html' title='Os blogues dos outros - 2'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-4137383315801525001</id><published>2007-11-20T04:54:00.002-08:00</published><updated>2007-11-20T05:06:48.878-08:00</updated><title type='text'>Os blogues dos outros - 1</title><content type='html'>Do blogue &lt;a href="http://omundoperfeito.blogspot.com/"&gt;O Mundo Perfeito &lt;/a&gt;(texto original &lt;a href="http://omundoperfeito.blogspot.com/2007/11/de-como-minha-me-enganou-o-meu-pai.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De como a minha mãe enganou o meu pai durante 38 anos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;Publicado por Isabela, no domingo, 18 de Novembro de 2007&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a vida ouvi a minha mãe queixar-se do custo de vida. O pão estava caro, bem como os grelos e o peixe. "Sabes quanto me custou este molho de agriões? Dois escudos. Isto não são agriões; isto é fogo." O dinheiro nunca chegava. Era a conversa à mesa, ao jantar, já na recuada década de 60. "Mas precisas de mais dinheiro para esta semana?", perguntava-lhe o meu pai. Precisava. Precisava sempre. Mesmo comprando do mais barato, o dinheiro nunca chegava.&lt;br /&gt;Só por volta dos 10, 11 anos percebi para onde ia parte do dinheiro que o meu pai lhe entregava para governo da casa, o qual ela alegava ser insuficiente: economizava-o para nós. Para comprar tecidos para os nossos vestidos, para as calças do meu pai, e para as prendas do Natal. Para os nossos ganchinhos. Literalmente para as nossas coisinhas: uma bandolete para mim, uma bisnaga de creme Tokalon para o seu rosto. Escondia o dinheiro num frasco ou numa lata, em sítios onde o meu pai não tocasse, o que era fácil: o meu pai era um grande macho: não tocava em nada. Quando conseguia que lhe desse dinheiro contado para uns sapatos de que eu precisava, podia então comprar-mos, e mais umas calças. Chegadas a casa, mentia-lhe de novo, afirmando que tinha conseguido um desconto especial, que comprara as duas peças pelo preço de uma. O meu pai alegrava-se por ter arranjado esposa tão poupada, e engolia as mentiras, radiante. Os homens são fáceis de enganar, é uma constatação bastamente documentada.&lt;br /&gt;Mais velha, assisti, calada e divertida, e até ajudei, às mentiras que a minha mãe pregava ao meu pai. Regressávamos das compras, e ela avisava-me: "vamos dizer-lhe que isto custou x". Sempre o dobro. O meu pai nunca deve ter ouvido um preço certo, enquanto viveu connosco. O custo de vida esteve sempre, para ele, muito sobreavaliado. Fui-me rindo em surdina, e nunca me desmanchei. Ao longo dos anos verifiquei que as outras mulheres faziam o mesmo. As que trabalhavam fora de casa também mentiam nos preços aos maridos, conseguindo guardar, incógnito, algum dinheiro para os filhos, e um mínimo de purpurina. Primas, mães de amigas. Sem nunca comunicarem sobre este assunto, todas procediam da mesma forma. Era uma forma de sobrevivência. Um ridículo, mas justo pagamento que se atribuíam pelo trabalho não considerado que desenvolviam em casa. Uma gorjeta.&lt;br /&gt;Lembrei-me disto porque a minha mãe passa a vida a queixar-se-me sobre o dinheiro. Que é pouco. A reforma é baixa. Mas, quando menos espero, pergunta-me, "precisas de dinheiro?", e mete-me 10 euros na mala, para tomar um café. Claro que isto, meus amigos, não tem preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dicionário:&lt;br /&gt;grelos&lt;/strong&gt; – haste de certas plantas, como couves e nabos, bastante consumido em Portugal (no entanto, os grelos são provenientes da Galiza, servindo para preparar o famoso caldo galego); são também consumidos na China e em Itália, na região de Nápoles, sob o nome de “friarielli” (em França, são conhecidos por “brocoli-rave” ou “brocoli italien”).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;agriões&lt;/strong&gt; – plantas usadas na alimentação, frequente em locais húmidos ou junto às margens dos ribeiros (conhecidas em França sob a designação “cresson de fontaine”).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ganchinhos&lt;/strong&gt; – arames dobrados usados pelas mulheres para manter o cabelo segurado ou apanhado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;radiante&lt;/strong&gt; – muito contente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Repare nas expressões&lt;/strong&gt;: “&lt;strong&gt;governo da casa&lt;/strong&gt;”, “&lt;strong&gt;dinheiro contado&lt;/strong&gt;”, “&lt;strong&gt;pregar mentiras&lt;/strong&gt;”, “&lt;strong&gt;rir em surdina&lt;/strong&gt;” (rir para si, rir para dentro), “&lt;strong&gt;desmanchar-se&lt;/strong&gt;” (não conseguir manter a seriedade, sobretudo quando se conta uma mentira – “desmanchar-se a rir”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o auxílio do&lt;em&gt; Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea&lt;/em&gt; da Academia das Ciências de Lisboa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-4137383315801525001?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/4137383315801525001/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=4137383315801525001' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/4137383315801525001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/4137383315801525001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/os-blogues-dos-outros-1.html' title='Os blogues dos outros - 1'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-5393927732748515085</id><published>2007-11-20T04:54:00.001-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:44.789-08:00</updated><title type='text'>Os blogues dos outros - apresentação</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R0LaJ2R8cCI/AAAAAAAAADs/YwkQHLL2ja4/s1600-h/Fazer%20um%20blog.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134906387880243234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R0LaJ2R8cCI/AAAAAAAAADs/YwkQHLL2ja4/s320/Fazer%2520um%2520blog.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Nos próximos dias, faremos um périplo pela blogosfera portuguesa, seleccionando textos recentemente publicados, eventualmente dando algumas indicações sobre o vocabulário, e convidando o leitor a explorar os blogues de onde os textos são retirados. Começamos já de seguida.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-5393927732748515085?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/5393927732748515085/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=5393927732748515085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/5393927732748515085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/5393927732748515085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/os-blogues-dos-outros-apresentao.html' title='Os blogues dos outros - apresentação'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R0LaJ2R8cCI/AAAAAAAAADs/YwkQHLL2ja4/s72-c/Fazer%2520um%2520blog.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-1719256248342279675</id><published>2007-11-20T04:54:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:45.050-08:00</updated><title type='text'>Não é só em França...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R0LZFGR8cAI/AAAAAAAAADc/OnO2zDLaUhk/s1600-h/cartaz30Nov.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134905206764236802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R0LZFGR8cAI/AAAAAAAAADc/OnO2zDLaUhk/s320/cartaz30Nov.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Imagem&lt;/em&gt;: cartaz da FENPROF apelando à greve no próximo dia 30 de Novembro.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Notícias dessa greve &lt;a href="http://tsf.sapo.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF185252"&gt;aqui &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1310092"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-1719256248342279675?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/1719256248342279675/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=1719256248342279675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/1719256248342279675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/1719256248342279675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/no-s-em-frana.html' title='Não é só em França...'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R0LZFGR8cAI/AAAAAAAAADc/OnO2zDLaUhk/s72-c/cartaz30Nov.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-6257397603555317407</id><published>2007-11-19T01:20:00.001-08:00</published><updated>2007-11-19T01:20:41.791-08:00</updated><title type='text'>Mafalda Veiga - Tatuagens (com Jorge Palma)</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/d2-XlxJmVs8' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/d2-XlxJmVs8'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-6257397603555317407?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/6257397603555317407/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=6257397603555317407' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/6257397603555317407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/6257397603555317407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/mafalda-veiga-tatuagens-com-jorge-palma.html' title='Mafalda Veiga - Tatuagens (com Jorge Palma)'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-6660458893332097221</id><published>2007-11-15T23:54:00.006-08:00</published><updated>2007-11-19T01:20:18.082-08:00</updated><title type='text'>Boa semana!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Tatuagens&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;(letra e música de Mafalda Veiga)&lt;br /&gt;por Mafalda Veiga e Jorge Palma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada gesto perdido&lt;br /&gt;Tu és igual a mim&lt;br /&gt;Em cada ferida que sara&lt;br /&gt;Escondida do mundo&lt;br /&gt;Eu sou igual a ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazes pinturas de guerra&lt;br /&gt;Que eu não sei apagar&lt;br /&gt;Pintas o sol da cor da terra&lt;br /&gt;E a lua da cor do mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada grito de alma&lt;br /&gt;Eu sou igual a ti&lt;br /&gt;De cada vez que um olhar&lt;br /&gt;Te alucina e te prende&lt;br /&gt;Tu és igual a mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazes pinturas de sonhos&lt;br /&gt;Pintas o sol na minha mão&lt;br /&gt;E és mistura de vento e lama&lt;br /&gt;Entre os luares perdidos no chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada noite sem rumo&lt;br /&gt;Tu és igual a mim&lt;br /&gt;De cada vez que procuro&lt;br /&gt;Preciso um abrigo&lt;br /&gt;Eu sou igual a ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço pinturas de guerra&lt;br /&gt;Que eu não sei apagar&lt;br /&gt;E pinto a lua da cor da terra&lt;br /&gt;E o sol da cor do mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada grito afundado&lt;br /&gt;Eu sou igual a ti&lt;br /&gt;De cada vez que a tremura&lt;br /&gt;Desata o desejo&lt;br /&gt;Tu és igual a mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazes pinturas de sonhos&lt;br /&gt;E pinto a lua na tua mão&lt;br /&gt;Misturo o vento e a lama&lt;br /&gt;Piso os luares perdidos no chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge Palma&lt;/strong&gt; (1950-) é um dos mais interessantes compositores portugueses. Lançou o primeiro disco, &lt;em&gt;Viagem na Palma da Mão&lt;/em&gt;, em 1975. As músicas e as letras de canções como “Deixa-me rir”, “Frágil” e “Bairro do Amor” constituem momentos marcantes do panorama musical português do período pós-25 de Abril (ouça algumas destas músicas &lt;a href="http://www.jorgepalma.web.pt/multimedia.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Palma integrou vários grupos, mantendo sempre, no entanto, uma carreira a solo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mafalda Veiga&lt;/strong&gt; (1965-) estreou-se em 1983 com o álbum &lt;em&gt;Pássaros do Sul&lt;/em&gt;, que teve um bom acolhimento da crítica e do público. Desde então, vem construindo uma carreira de sucesso assente em canções agradáveis, que ficam na memória, e num público fiel. A música “Tatuagens”, em dueto com Jorge Palma, faz parte do disco &lt;em&gt;Tatuagem&lt;/em&gt;, de 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visite os sítios oficiais de Jorge Palma (&lt;a href="http://www.jorgepalma.web.pt/"&gt;aqui&lt;/a&gt;) e de Mafalda Veiga (&lt;a href="http://www.mafaldaveiga.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-6660458893332097221?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/6660458893332097221/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=6660458893332097221' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/6660458893332097221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/6660458893332097221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/boa-semana.html' title='Boa semana!'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-7349446800724466606</id><published>2007-11-15T23:54:00.005-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:45.333-08:00</updated><title type='text'>Eugénio de Andrade</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R0BV5GR8b_I/AAAAAAAAADU/QZS6yuBjl-A/s1600-h/060119_eugenio_juliopomar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134198014629146610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R0BV5GR8b_I/AAAAAAAAADU/QZS6yuBjl-A/s320/060119_eugenio_juliopomar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Retrato de Eugénio de Andrade por Júlio Pomar, 1951&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-7349446800724466606?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/7349446800724466606/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=7349446800724466606' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7349446800724466606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7349446800724466606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/eugnio-de-andrade.html' title='Eugénio de Andrade'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/R0BV5GR8b_I/AAAAAAAAADU/QZS6yuBjl-A/s72-c/060119_eugenio_juliopomar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-4529249676640749713</id><published>2007-11-15T23:54:00.004-08:00</published><updated>2007-11-18T07:00:56.850-08:00</updated><title type='text'>Um poema por semana</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os Amantes sem Dinheiro&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;Eugénio de Andrade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinham o rosto aberto a quem passava.&lt;br /&gt;Tinham lendas e mitos&lt;br /&gt;e frio no coração.&lt;br /&gt;Tinham jardins onde a lua passeava&lt;br /&gt;de mãos dadas com a água&lt;br /&gt;e um anjo de pedra por irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinham como toda a gente&lt;br /&gt;o milagre de cada dia&lt;br /&gt;escorrendo pelos telhados;&lt;br /&gt;e olhos de oiro&lt;br /&gt;onde ardiam&lt;br /&gt;os sonhos mais tresmalhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinham fome e sede como os bichos,&lt;br /&gt;e silêncio&lt;br /&gt;à roda dos seus passos.&lt;br /&gt;Mas a cada gesto que faziam&lt;br /&gt;um pássaro nascia dos seus dedos&lt;br /&gt;e deslumbrado penetrava nos espaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;em&gt;Os Amantes sem Dinheiro&lt;/em&gt; (1950)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eugénio de Andrade&lt;/strong&gt; (1923-2005) tornou-se uma referência para a poesia portuguesa logo aquando da sua estreia, com os livros &lt;em&gt;As Mãos sem Fruto&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Os Amantes Sem Dinheiro&lt;/em&gt; (ambos do fim da década de 40). Os seus poemas são geralmente curtos, seguindo a senda da mais antiga tradição lírica portuguesa, e revalorizam a palavra concreta e simples e a melodia interior do poema. A sua poesia invoca o amor através de imagens e de metáforas, mas é também marcada por uma certa sensualidade, pela presença do corpo e dos sentidos. Tendo ganho importantes prémios (entre os quais o prémio Camões, em 2001), Eugénio de Andrade distinguiu-se também como tradutor e como organizador de antologias de poesia – por exemplo, a sua &lt;em&gt;Antologia Pessoal de Poesia Portuguesa&lt;/em&gt;, de 1999, é uma das mais consultadas actualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descubra &lt;a href="http://www.instituto-camoes.pt/cvc/figuras/eandrade.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; a biografia de Eugénio de Andrade do Centro Virtual Camões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma fundação com o seu nome. Descubra-a &lt;a href="http://www.fundacaoeugenioandrade.pt/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-4529249676640749713?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/4529249676640749713/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=4529249676640749713' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/4529249676640749713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/4529249676640749713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/um-poema-por-semana_15.html' title='Um poema por semana'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-6310511740481859771</id><published>2007-11-15T23:54:00.003-08:00</published><updated>2007-11-18T04:07:27.699-08:00</updated><title type='text'>Desavenças 4</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Chatear-se, aborrecer-se&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Chatear-se” ou “aborrecer-se” com alguém pode ter vários sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Rosa chateou-se com o Alfredo porque ele não quis emprestar o apartamento do Estoril a duas amigas dela de Braga”&lt;br /&gt;“O Tó e a Carla chatearam-se, já não estão juntos”&lt;br /&gt;“Sabrina, vou-te dizer uma coisa, mas promete que não te aborreces comigo… Essa saia não fica nada bem com essa blusa”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro exemplo, a Rosa ficou desiludida com a atitude do amigo; o seu ressentimento pode ser ou não duradouro. O segundo exemplo constata o fim de uma relação: “chatearam-se”, acabou. No último exemplo, teme-se que a opinião manifestada possa ser levada a mal (ou seja, que a Sabrina se ofenda com o comentário) mas o tipo de aborrecimento que daí possa surgir não é, em princípio, muito forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, o termo também pode ser usado para indicar a tristeza ou o desgosto causado por algo inesperado (exemplo: “Ficou muito aborrecida por o filho se ter esquecido do aniversário dela”).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-6310511740481859771?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/6310511740481859771/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=6310511740481859771' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/6310511740481859771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/6310511740481859771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/desavenas-4.html' title='Desavenças 4'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-2373286228341970654</id><published>2007-11-15T23:54:00.002-08:00</published><updated>2007-11-17T01:17:16.037-08:00</updated><title type='text'>Desavenças 3</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Brigar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo “brigar” (do gótico &lt;em&gt;brĭkan&lt;/em&gt;, que significa “romper”, “quebrar”), actualmente mais frequente no Brasil do que em Portugal, pode referir-se a uma disputa verbal ou física, com ou sem consequências de maior. Vejam-se os exemplos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os noivos brigaram e decidiram anular o casamento”&lt;br /&gt;“O João e a Ana tiveram uma briga parva por causa de uma resposta ao Trivial e andaram amuados por uns tempos, mas depois passou-lhes”&lt;br /&gt;“No sábado à noite, o Artur saiu com os antigos colegas da faculdade, embebedou-se e meteu-se numa briga”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira frase, a briga, no sentido de “discussão”, é séria, implicando uma quebra de relações – depreende-se que a discussão é verbal e/ou ideológica. Na segunda, a briga, que é comparada a um simples amuo, é superficial: foi ocasionada por um jogo de sociedade e teve curta duração (e, no entanto, “brigas parvas” como a do exemplo podem implicar também uma quebra de relações). Na terceira frase, o termo briga equivale ao termo “rixa”, isto é, disputa entre duas ou mais pessoas, geralmente acompanhada de violência física (o Artur terá chegado a casa com algumas nódoas negras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última acepção do termo, brigar significa lutar e tem como sinónimo “bulhar”. As crianças, por exemplo, “andam à bulha”, isto é, tentam magoar-se fisicamente. À “bulha” (termo de origem castelhana que significa ruído) está associada uma certa confusão, imaginando-se uma luta ruidosa, cheia de gritos e ofensas, e capaz de levantar poeira (reveja-se a imagem de Calvin e Hobbes que inaugura esta série &lt;em&gt;Desavenças&lt;/em&gt;). Uma outra expressão para andar à bulha é “chegar a vias de facto”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-2373286228341970654?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/2373286228341970654/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=2373286228341970654' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2373286228341970654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2373286228341970654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/desavenas-3.html' title='Desavenças 3'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-4926213873926955393</id><published>2007-11-15T23:54:00.001-08:00</published><updated>2007-11-15T23:54:58.915-08:00</updated><title type='text'>Desavenças 2</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Pegar-se&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significa “entrar em confronto verbal ou físico com uma pessoa; estarem reciprocamente em conflito”, de acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciência de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na última aula de francês, a Laurinda e o Ricardo pegaram-se a propósito de um comentário dele que ela considerou machista”.&lt;br /&gt;“Os dois primos, que nunca se deram bem, pegaram-se no jantar de Natal e os familiares tiveram de os separar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro exemplo, depreende-se que o confronto é verbal: os alunos “pegaram-se”, certamente esgrimindo argumentos contrários com alguma animosidade e poderão mesmo ter chegado a formular ofensas. Mas a frase dificilmente permite pensar que a Laurinda e o Ricardo se agrediram fisicamente na sala de aula.&lt;br /&gt;No segundo exemplo, é bastante provável que a agressão tenha sido física e que os primos tenham andado à bulha. Pode-se, nesse caso, especificar: “pegaram-se à bofetada”, “pegaram-se ao murro”, “pegaram-se ao pontapé”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-4926213873926955393?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/4926213873926955393/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=4926213873926955393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/4926213873926955393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/4926213873926955393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/desavenas-2.html' title='Desavenças 2'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-1845057088213730822</id><published>2007-11-15T02:33:00.001-08:00</published><updated>2007-11-15T02:41:56.183-08:00</updated><title type='text'>Desavenças 1</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Embirrar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embirrar com alguém significa “sentir desagrado, antipatia ou aversão” por essa pessoa, segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciência de Lisboa. A birra, que se aproxima do capricho ou da teimosia, tem geralmente motivos pouco fundamentados (por isso se diz também que as crianças “fazem birra” quando choram e se irritam sem motivo). Assim, podemos embirrar com uma pessoa sem saber explicar porquê, simplesmente por não gostarmos do tom de voz dessa pessoa ou porque a forma como ri nos irrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, geralmente embirramos com pessoas muito diferentes de nós.&lt;br /&gt;Não é raro que à birra se alie um certo sentimento de superioridade: por exemplo, na frase “Embirro com a Natália, está sempre a falar alto e a contar a vida dela a toda a gente” depreende-se que quem fala considera a postura da Natália inferior à sua.&lt;br /&gt;Por outro lado, também é possível que a birra seja motivada por despeito ou da inveja: isso é evidente na frase “Embirro com o Nicolau, tem sempre uma opinião para dar sobre tudo e toda a gente acha que ele é o máximo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui, o “embirrar” mantém-se como sentimento privado, que pode não transparecer: quantos alunos não embirram profundamente com um professor sem o darem a entender ao longo de todo um ano lectivo! (e vice-versa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o verbo pode empregar-se também quando a animosidade é manifesta. Neste caso, segundo o mesmo dicionário, embirrar significa “dirigir a alguém comentários desagradáveis ou repreensões, geralmente injustificados”. É o caso do professor que embirra com um aluno e o faz notar ostensivamente através, por exemplo, de comentários jocosos e humilhantes ou do adolescente mal-humorado que embirra com toda a gente, criando um ambiente desagradável (diz-se nesse caso que ele é embirrento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o sentimento explícito de animosidade pode ser recíproco - como se vê na frase  “É melhor não convidarmos para a mesma festa a Clara e a Luísa, elas embirram uma com a outra” - e pode ou não vir a ter consequências.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-1845057088213730822?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/1845057088213730822/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=1845057088213730822' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/1845057088213730822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/1845057088213730822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/desavenas-1.html' title='Desavenças 1'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-4106810075924602145</id><published>2007-11-15T02:33:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T16:55:45.559-08:00</updated><title type='text'>"Odeio-te"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/RzwgtWR8b-I/AAAAAAAAADM/C-Ujm14GsHs/s1600-h/fighting.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133013638742568930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/RzwgtWR8b-I/AAAAAAAAADM/C-Ujm14GsHs/s320/fighting.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;em&gt;Calvin e Hobbes&lt;/em&gt;, de Bill Waterson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos dias, vamos estudar uma série de verbos que transmitem em diferentes graus a ideia de animosidade e de desavença entre duas pessoas, desde a birra mais ou menos explícita às cenas de pancadaria. Começamos já de seguida.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-4106810075924602145?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/4106810075924602145/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=4106810075924602145' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/4106810075924602145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/4106810075924602145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/odeio-te.html' title='&quot;Odeio-te&quot;'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/RzwgtWR8b-I/AAAAAAAAADM/C-Ujm14GsHs/s72-c/fighting.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-3010333718085490003</id><published>2007-11-10T01:24:00.000-08:00</published><updated>2007-11-10T01:27:26.107-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>Um poema por semana</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Meditação do Duque de Gandia sobre a morte de Isabel de Portugal&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;Sophia de Mello Breyner Andresen&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais&lt;br /&gt;A tua face será pura limpa e viva&lt;br /&gt;Nem o teu andar como onda fugitiva&lt;br /&gt;Se poderá nos passos do tempo tecer.&lt;br /&gt;E nunca mais darei ao tempo a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais servirei senhor que possa morrer.&lt;br /&gt;A luz da tarde mostra-me os destroços&lt;br /&gt;Do teu ser. Em breve a podridão&lt;br /&gt;Beberá os teus olhos e os teus ossos&lt;br /&gt;Tomando a tua mão na sua mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais amarei quem não possa viver&lt;br /&gt;Sempre.&lt;br /&gt;Porque eu amei como se fossem eternos&lt;br /&gt;A glória a luz e o brilho do teu ser,&lt;br /&gt;E nem sequer me resta a tua ausência,&lt;br /&gt;És um rosto de nojo e negação&lt;br /&gt;E eu fecho os olhos para não te ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mas servirei senhor que possa morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;in&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Mar Novo&lt;/em&gt; (1958) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sophia de Mello Breyner Andresen&lt;/strong&gt; (1919-2004) é considerada a mais importante poetisa portuguesa. Descendente de uma família de raízes nórdicas, desenvolveu um enorme fascínio pelo Mediterrâneo e, principalmente, pelo mundo clássico grego, que se tornou uma influência fundamental na sua vida e na sua poesia. Misturam-se, assim, na sua obra, o Norte e o Sul, o Atlântico e o Mediterrâneo. Na sua poesia sente-se uma grande admiração pela dimensão ética das civilizações clássicas, pelos valores da liberdade e da justiça (aliás, antes do 25 de Abril de 1974, Sophia fez parte de diversas organizações de resistência à ditadura, e foi depois deputada da Assembleia Constituinte de 1976). A sua poesia procura a simplicidade e a exactidão: os seus poemas são breves, claros, luminosos, limpos. Segundo a sua visão do trabalho poético, o poeta é um mediador entre os deuses e os homens, um descobridor. Também por isso, há na sua obra um enorme fascínio pelo universo das viagens, de Ulisses aos descobridores portugueses. Para além de poesia, Sophia escreveu livros para crianças (A Menina do Mar, A Fada Oriana, O cavaleiro da Dinamarca), uma peça de teatro (Colar) e traduções. Pelo conjunto da sua obra recebeu importantes prémios, como o prémio Camões (o mais importante prémio para autores lusófonos) em 1999, o prémio francês Max Jacob Étranger em 2001 ou o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana em 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descubra &lt;a href="http://www.instituto-camoes.pt/cvc/figuras/smellobreyner.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; a biografia de Sophia de Mello Beyner Andresen do Centro Virtual Camões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-3010333718085490003?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/3010333718085490003/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=3010333718085490003' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/3010333718085490003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/3010333718085490003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/um-poema-por-semana_10.html' title='Um poema por semana'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-2254943526484503270</id><published>2007-11-07T01:15:00.001-08:00</published><updated>2007-11-07T01:15:49.367-08:00</updated><title type='text'>Humanos - Maria Albertina</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/eYsHvg7oLrQ' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/eYsHvg7oLrQ'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-2254943526484503270?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/2254943526484503270/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=2254943526484503270' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2254943526484503270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2254943526484503270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/humanos-maria-albertina.html' title='Humanos - Maria Albertina'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-5937962445632333505</id><published>2007-11-07T01:13:00.000-08:00</published><updated>2007-11-07T01:14:26.195-08:00</updated><title type='text'>Maria Albertina, como foste nessa...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Maria Albertina&lt;/strong&gt;, letra e música de &lt;strong&gt;António Variações&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;por &lt;strong&gt;Camané&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;Humanos&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Albertina deixa que eu te diga&lt;br /&gt;Ah… Maria Albertina deixa que eu te diga&lt;br /&gt;Esse teu nome eu sei que não é um espanto&lt;br /&gt;Mas, é cá da terra e tem, tem muito encanto&lt;br /&gt;Esse teu nome eu sei que não é um espanto&lt;br /&gt;Mas, é cá da terra e tem, tem muito encanto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Albertina como foste nessa&lt;br /&gt;De chamar Vanessa à tua menina?&lt;br /&gt;Maria Albertina como foste nessa&lt;br /&gt;De chamar Vanessa à tua menina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é bem cheiinha e é muito moreninha&lt;br /&gt;Que é bem cheiinha e é muito moreninha&lt;br /&gt;Que é bem cheiinha e é muito moreninha&lt;br /&gt;Que é bem cheiinha e é muito moreninha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-5937962445632333505?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/5937962445632333505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=5937962445632333505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/5937962445632333505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/5937962445632333505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/maria-albertina-como-foste-nessa.html' title='Maria Albertina, como foste nessa...'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-3639098751759207143</id><published>2007-11-02T10:13:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T16:55:45.728-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>Um poema por semana</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/Ryta5jwPcOI/AAAAAAAAADE/vqZdTMMl7wk/s1600-h/goya_fuzilamento.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128292545588064482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/Ryta5jwPcOI/AAAAAAAAADE/vqZdTMMl7wk/s320/goya_fuzilamento.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem: &lt;strong&gt;Goya&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;O Três de Maio de 1808&lt;/em&gt;, 1814&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya&lt;/strong&gt; (1959), de &lt;strong&gt;Jorge de Sena&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, meus filhos, que mundo será o vosso.&lt;br /&gt;É possível, porque tudo é possível, que ele seja&lt;br /&gt;aquele que eu desejo para vós. Um simples mundo,&lt;br /&gt;onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém&lt;br /&gt;de nada haver que não seja simples e natural.&lt;br /&gt;Um mundo em que tudo seja permitido,&lt;br /&gt;conforme o vosso gosto, o vosso anseio, o vosso prazer,&lt;br /&gt;o vosso respeito pelos outros, o respeito dos outros por vós.&lt;br /&gt;E é possível que não seja isto, nem seja sequer isto&lt;br /&gt;o que vos interesse para viver. Tudo é possível,&lt;br /&gt;ainda quando lutemos, como devemos lutar,&lt;br /&gt;por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,&lt;br /&gt;ou mais que qualquer delas uma fiel&lt;br /&gt;dedicação à honra de estar vivo.&lt;br /&gt;Um dia sabereis que mais que a humanidade&lt;br /&gt;não tem conta o número dos que pensaram assim,&lt;br /&gt;amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,&lt;br /&gt;de insólito, de livre, de diferente,&lt;br /&gt;e foram sacrificados, torturados, espancados,&lt;br /&gt;e entregues hipocritamente à secular justiça,&lt;br /&gt;para que os liquidasse «com suma piedade e sem efusão de sangue».&lt;br /&gt;Por serem fiéis a um deus, a um pensamento,&lt;br /&gt;a uma pátria, uma esperança, ou muito apenas&lt;br /&gt;à fome irrespondível que lhes roía as entranhas,&lt;br /&gt;foram estripados, esfolados, queimados, gaseados,&lt;br /&gt;e os seus corpos amontoados tão anonimamente quanto haviam vivido,&lt;br /&gt;ou suas cinzas dispersas para que delas não restasse memória.&lt;br /&gt;Às vezes, por serem de uma raça, outras&lt;br /&gt;por serem de uma classe, expiaram todos&lt;br /&gt;os erros que não tinham cometido ou não tinham consciência&lt;br /&gt;de haver cometido. Mas também aconteceu&lt;br /&gt;e acontece que não foram mortos.&lt;br /&gt;Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer,&lt;br /&gt;aniquilando mansamente, delicadamente,&lt;br /&gt;por ínvios caminhos quais se diz que são ínvios os de Deus.&lt;br /&gt;Estes fuzilamentos, este heroísmo, este horror,&lt;br /&gt;foi uma coisa, entre mil, acontecida em Espanha&lt;br /&gt;há mais de um século e que por violenta e injusta&lt;br /&gt;ofendeu o coração de um pintor chamado Goya,&lt;br /&gt;que tinha um coração muito grande, cheio de fúria&lt;br /&gt;e de amor. Mas isto nada é, meus filhos.&lt;br /&gt;Apenas um episódio, um episódio breve,&lt;br /&gt;nesta cadeia de que sois um elo (ou não sereis)&lt;br /&gt;de ferro e de suor e sangue e algum sémen&lt;br /&gt;a caminho do mundo que vos sonho.&lt;br /&gt;Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém&lt;br /&gt;vale mais que uma vida ou a alegria de tê-la.&lt;br /&gt;É isto o que mais importa - essa alegria.&lt;br /&gt;Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto&lt;br /&gt;não é senão essa alegria que vem&lt;br /&gt;de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez&lt;br /&gt;alguém está menos vivo ou sofre ou morre&lt;br /&gt;para que um só de vós resista um pouco mais&lt;br /&gt;à morte que é de todos e virá.&lt;br /&gt;Que tudo isto sabereis serenamente,&lt;br /&gt;sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição,&lt;br /&gt;e sobretudo sem desapego ou indiferença,&lt;br /&gt;ardentemente espero. Tanto sangue,&lt;br /&gt;tanta dor, tanta angústia, um dia&lt;br /&gt;- mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga -&lt;br /&gt;não hão-de ser em vão. Confesso que&lt;br /&gt;multas vezes, pensando no horror de tantos séculos&lt;br /&gt;de opressão e crueldade, hesito por momentos&lt;br /&gt;e uma amargura me submerge inconsolável.&lt;br /&gt;Serão ou não em vão? Mas, mesmo que o não sejam,&lt;br /&gt;quem ressuscita esses milhões, quem restitui&lt;br /&gt;não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?&lt;br /&gt;Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes&lt;br /&gt;aquele instante que não viveram, aquele objecto&lt;br /&gt;que não fruíram, aquele gesto&lt;br /&gt;de amor, que fariam «amanhã».&lt;br /&gt;E, por isso, o mesmo mundo que criemos&lt;br /&gt;nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa&lt;br /&gt;que não é só nossa, que nos é cedida&lt;br /&gt;para a guardarmos respeitosamente&lt;br /&gt;em memória do sangue que nos corre nas veias,&lt;br /&gt;da nossa carne que foi outra, do amor que&lt;br /&gt;outros não amaram porque lho roubaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, 25/6/1959, in &lt;em&gt;Metamorfoses&lt;/em&gt; (1963)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge de Sena&lt;/strong&gt; (1919-1978) foi um poeta, ficcionista e ensaísta português. Grande conhecedor e divulgador da cultura nacional e permeável à cultura universal, Jorge de Sena viveu boa parte da sua vida no Brasil e nos Estados Unidos. A sua obra poética, ancorada no tempo histórico em que viveu, afirma a necessidade de se ser livre no mundo. Nela se conciliam o mundo clássico e o moderno, bem como o rigor e a busca do “excessivo”. Para além da excelente poesia, dos livros de contos e do romance &lt;em&gt;Sinais de Fogo&lt;/em&gt;, salienta-se a novela &lt;em&gt;O Físico Prodigioso&lt;/em&gt;, ímpar na literatura portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consulte &lt;a href="http://www.instituto-camoes.pt/cvc/figuras/jdesena.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; a biografia de Jorge de Sena do Centro Virtual Camões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações sobre o quadro de Goya &lt;a href="http://static.publico.clix.pt/docs/taschen/files/goya/quadroDaSemana.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-3639098751759207143?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/3639098751759207143/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=3639098751759207143' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/3639098751759207143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/3639098751759207143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/um-poema-por-semana.html' title='Um poema por semana'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/Ryta5jwPcOI/AAAAAAAAADE/vqZdTMMl7wk/s72-c/goya_fuzilamento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-3805529419047107033</id><published>2007-11-02T01:22:00.001-07:00</published><updated>2007-11-02T01:22:41.535-07:00</updated><title type='text'>HUMANOS-MUDA DE VIDA</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/RWzBgkOAJfc' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/RWzBgkOAJfc'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-3805529419047107033?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/3805529419047107033/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=3805529419047107033' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/3805529419047107033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/3805529419047107033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/humanos-muda-de-vida.html' title='HUMANOS-MUDA DE VIDA'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-1980129171065170040</id><published>2007-11-02T01:18:00.000-07:00</published><updated>2007-11-02T01:19:34.877-07:00</updated><title type='text'>Mais uma dos Humanos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Muda de Vida&lt;/strong&gt;, letra e música de &lt;strong&gt;António Variações&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;por &lt;strong&gt;Manuela Azevedo&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;Humanos&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muda de vida se tu não vives satisfeito&lt;br /&gt;Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar&lt;br /&gt;Muda de vida, não deves viver contrafeito&lt;br /&gt;Muda de vida, se há vida em ti a latejar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver-te sorrir eu nunca te vi&lt;br /&gt;E a cantar, eu nunca te ouvi&lt;br /&gt;Será de ti ou pensas que tens… que ser assim?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha que a vida não, não é nem deve ser&lt;br /&gt;Como um castigo que tu terás que viver&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-1980129171065170040?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/1980129171065170040/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=1980129171065170040' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/1980129171065170040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/1980129171065170040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/11/mais-uma-dos-humanos.html' title='Mais uma dos Humanos'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-8016046092425633837</id><published>2007-10-30T13:26:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T16:55:46.201-08:00</updated><title type='text'>90 anos do pintor Júlio Resende</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/RyeT2zwPcNI/AAAAAAAAAC8/L6ke4zYl3EY/s1600-h/resende+-+O+cÃ£o+e+o+gato+(Ã³leo+sobre+tela).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127229270599364818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/RyeT2zwPcNI/AAAAAAAAAC8/L6ke4zYl3EY/s320/resende+-+O+c%C3%A3o+e+o+gato+(%C3%B3leo+sobre+tela).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Imagem: &lt;strong&gt;Júlio Resende&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;O Cão e o gato&lt;/em&gt;, óleo sobre tela (imagem retirada &lt;a href="http://www.pcv.pt/singleAuctions.do?id=22"&gt;daqui&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por ocasião dos 90 anos do pintor português Júlio Resende, nascido no Porto em Outubro de 1917, está patente uma exposição antológica no antigo edifício da Alfândega do Porto e podem visitar-se neste momento mais três exposições em Gondomar, entre as quais duas n’O Lugar do Desenho, instituição privada criada pela Fundação Júlio Resende em 1997.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O jornal &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt; disponibiliza uma exposição virtual &lt;a href="http://static.publico.clix.pt/docs/imagens/julioresende/index.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Visite &lt;a href="http://www.lugardodesenho.org/"&gt;aqui &lt;/a&gt;o sítio d’&lt;strong&gt;O Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-8016046092425633837?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/8016046092425633837/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=8016046092425633837' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8016046092425633837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/8016046092425633837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/10/90-anos-do-pintor-jlio-resende.html' title='90 anos do pintor Júlio Resende'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/RyeT2zwPcNI/AAAAAAAAAC8/L6ke4zYl3EY/s72-c/resende+-+O+c%C3%A3o+e+o+gato+(%C3%B3leo+sobre+tela).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-5880883390455708086</id><published>2007-10-30T10:14:00.001-07:00</published><updated>2007-10-30T10:14:31.813-07:00</updated><title type='text'>HUMANOS - QUERO É VIVER</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/yG7334OWRkg' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/yG7334OWRkg'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-5880883390455708086?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/5880883390455708086/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=5880883390455708086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/5880883390455708086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/5880883390455708086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/10/humanos-quero-viver.html' title='HUMANOS - QUERO É VIVER'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-2431120458966943150</id><published>2007-10-30T10:07:00.000-07:00</published><updated>2007-10-30T10:14:14.427-07:00</updated><title type='text'>E a vida é sempre uma curiosidade</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Quero é viver&lt;/strong&gt;, letra e música de &lt;strong&gt;António Variações&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;por &lt;strong&gt;Camané&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;Humanos&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou viver&lt;br /&gt;Até quando eu não sei&lt;br /&gt;Que me importa o que serei&lt;br /&gt;Quero é viver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã&lt;br /&gt;Espero sempre um amanhã&lt;br /&gt;E acredito que será&lt;br /&gt;Mais um prazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a vida&lt;br /&gt;É sempre uma curiosidade&lt;br /&gt;Que me desperta com a idade&lt;br /&gt;Interessa-me o que está pra vir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a vida&lt;br /&gt;Em mim é sempre uma certeza&lt;br /&gt;Que nasce da minha riqueza&lt;br /&gt;Do meu prazer em descobrir&lt;br /&gt;Encontrar, renovar, vou fugir ao repetir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Variações&lt;/strong&gt; (&lt;strong&gt;1944-1984&lt;/strong&gt;) foi um compositor, músico e cantor português que conheceu um sucesso considerável no início dos anos 80, graças a músicas como "É P’ra Amanhã", "Canção do Engate" ou "O Corpo é que paga" e a um estilo exuberante e pouco conforme aos padrões da sociedade portuguesa de então. Vinte anos após a sua morte prematura, um conjunto de músicos propôs-se gravar temas inéditos de António Variações. Nasceu assim o grupo &lt;strong&gt;Humanos&lt;/strong&gt;, cujos vocalistas foram &lt;strong&gt;Camané&lt;/strong&gt; (essencialmente fadista), &lt;strong&gt;David Fonseca&lt;/strong&gt; (ex-vocalista dos Silence 4 e autor de vários álbuns a solo) e &lt;strong&gt;Manuela Azevedo&lt;/strong&gt; (vocalista dos Clã). O disco, &lt;em&gt;Humanos&lt;/em&gt;, foi um grande sucesso em Portugal. O grupo dissolveu-se em 2006, após o lançamento de um cd ao vivo e de um dvd.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-2431120458966943150?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/2431120458966943150/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=2431120458966943150' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2431120458966943150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/2431120458966943150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/10/e-vida-sempre-uma-curiosidade.html' title='E a vida é sempre uma curiosidade'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-7366216121489477336</id><published>2007-10-28T08:54:00.000-07:00</published><updated>2007-10-28T09:01:21.512-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>Um poema por semana</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Viver sempre também cansa&lt;/strong&gt; (1931), de &lt;strong&gt;José Gomes Ferreira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver sempre também cansa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol é sempre o mesmo e o céu azul&lt;br /&gt;ora é azul, nitidamente azul,&lt;br /&gt;ora é cinzento, negro, quase-verde…&lt;br /&gt;Mas nunca tem a cor inesperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo não se modifica.&lt;br /&gt;As árvores dão flores,&lt;br /&gt;folhas, frutos e pássaros&lt;br /&gt;como máquinas verdes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As paisagens também não se transformam.&lt;br /&gt;Não cai neve vermelha,&lt;br /&gt;não há flores que voem,&lt;br /&gt;a lua não tem olhos&lt;br /&gt;e ninguém vai pintar olhos à lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é igual, mecânico e exacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda por cima os homens são os homens.&lt;br /&gt;Soluçam, bebem, riem e digerem&lt;br /&gt;sem imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há bairros miseráveis sempre os mesmos,&lt;br /&gt;discursos de Mussolini,&lt;br /&gt;guerras, orgulhos em transe,&lt;br /&gt;automóveis de corrida…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E obrigam-me a viver até a Morte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não era mais humano&lt;br /&gt;morrer por um bocadinho,&lt;br /&gt;de vez em quando,&lt;br /&gt;e recomeçar depois,&lt;br /&gt;achando tudo mais novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,&lt;br /&gt;morrer em cima dum divã&lt;br /&gt;com a cabeça sobre uma almofada,&lt;br /&gt;confiante e sereno por saber&lt;br /&gt;que tu velavas, meu amor do Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando viessem perguntar por mim,&lt;br /&gt;havias de dizer com teu sorriso&lt;br /&gt;onde arde um coração em melodia:&lt;br /&gt;«Matou-se esta manhã.&lt;br /&gt;Agora não o vou ressuscitar&lt;br /&gt;por uma bagatela.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E virias depois, suavemente,&lt;br /&gt;velar por mim, subtil e cuidadosa,&lt;br /&gt;pé ante pé, não fosses acordar&lt;br /&gt;a Morte ainda menina no meu colo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Gomes Ferreira&lt;/strong&gt; (1900 – 1985) foi um poeta e escritor português. Ligado ao movimento neo-realista, o seu empenho cívico valeu-lhe o epíteto de "poeta militante", título de que se serviu mais tarde para o conjunto da sua obra poética. Alguns dos temas recorrentes da sua poesia são a revolta face às injustiças, o remorso e o desconsolo perante a previsibilidade da vida. Para além da poesia, publicou em 1973 &lt;em&gt;Aventuras de João Sem Medo&lt;/em&gt;, romance dirigido ao público infantil (mas não só) sobre um rapaz corajoso que se decide a abandonar um país cinzento, enfrentando o medo e conhecendo outros mundos. O livro mereceu do crítico Alexandre Pinheiro Torres as seguintes palavras: "Livro sem qualquer paralelo na literatura europeia de hoje, ganha no confronto em relação a outras célebres alegorias políticas como "Animal Farm" de Orwell, ou as de Karel Capek. É que há (...) uma audácia à Swift ("Gulliver's Travel") de transfiguração e simbologia política que transcendem de bastante longe o burocratismo imaginativo de Orwell ou de Capeck, sem verdadeiras raízes nas tradições populares ou folclóricas que conferem a estas 'Aventuras' o seu carácter único" (citação encontrada &lt;a href="http://www.citi.pt/cultura/literatura/poesia/j_g_ferreira/joaomedo.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consulte &lt;a href="http://www.instituto-camoes.pt/cvc/figuras/josegomesferreira.html"&gt;aqui &lt;/a&gt;a biografia do Centro Virtual Camões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-7366216121489477336?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/7366216121489477336/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=7366216121489477336' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7366216121489477336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7366216121489477336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/10/um-poema-por-semana_28.html' title='Um poema por semana'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-5814729533806359364</id><published>2007-10-26T01:03:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T16:55:46.628-08:00</updated><title type='text'>Agenda</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/RyGfczwPcMI/AAAAAAAAAC0/oHN0uY-WDng/s1600-h/Vieira_da_Silva,_Composition,_1936.jpg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125553168202035394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/RyGfczwPcMI/AAAAAAAAAC0/oHN0uY-WDng/s320/Vieira_da_Silva,_Composition,_1936.jpg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Imagem: Maria Helena Vieira da Silva, &lt;em&gt;Composition&lt;/em&gt;, 1936&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até ao dia 18 de Outubro mantém-se, no &lt;a href="http://www.gulbenkian-paris.org/"&gt;Centro Cultural Gulbenkian em Paris &lt;/a&gt;(51, avenue d’Iéna, tel: 01 53 23 93 93) a exposição de pinturas de Maria Helena Vieira da Silva, em colaboração com o &lt;a href="http://www.camjap.gulbenkian.pt/"&gt;Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão &lt;/a&gt;da Fundação Calouste Gulbenkian de Lisboa e da &lt;a href="http://www.fasvs.pt/"&gt;Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva&lt;/a&gt; de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 31 de Outubro (4ª feira) a 8 de Novembro (5ª feira), no &lt;a href="http://www.epeedebois.com/"&gt;Théâtre de l’Epée de Bois &lt;/a&gt;(Cartoucherie de Vincennes), integrado no ciclo &lt;a href="http://unautomneatisser.com/"&gt;Un Automne a Tisser&lt;/a&gt;, apresentar-se-á o espectáculo “Mort d’un hétéronyme”, a partir de textos de Fernando Pessoa, pela Companhia Hic et Nunc, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. Informações: 01 43 74 20 21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consulte as biografias do Centro Virtual Camões de &lt;a href="http://www.instituto-camoes.pt/cvc/figuras/vdasilva.html"&gt;Maria Helena Vieira da Silva &lt;/a&gt;e de &lt;a href="http://www.instituto-camoes.pt/cvc/figuras/fernandopessoa.html"&gt;Fernando Pessoa&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-5814729533806359364?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/5814729533806359364/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=5814729533806359364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/5814729533806359364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/5814729533806359364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/10/agenda.html' title='Agenda'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/RyGfczwPcMI/AAAAAAAAAC0/oHN0uY-WDng/s72-c/Vieira_da_Silva,_Composition,_1936.jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-3243558968557942973</id><published>2007-10-26T00:51:00.000-07:00</published><updated>2007-10-26T00:53:28.280-07:00</updated><title type='text'>Maluquices 4</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Passar-se&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Implica uma perda momentânea de lucidez. Uma pessoa pode “passar-se”, por exemplo, quando faz uma descoberta espantosa ou então quando é obrigada a suportar uma situação absurda ou enervante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Dora passou-se quando descobriu que todos os colegas estavam a par da situação”&lt;br /&gt;“Já me estou a passar com estes relatórios que tenho de mandar todos os meses!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As consequências do “passar-se” não são unívocas: quem “se passa” pode provocar “uma cena”, com direito a gritos ou agressões, mas também pode não fazer nada além de declarar que “se passa”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos exemplos apresentados, é mais provável que a primeira frase se refira a um “passar-se” com consequências (a Dora, sentindo-se ofendida, reagirá e agredirá os colegas) e que a segunda diga respeito a um “passar-se” inócuo (quem diz “já me estou a passar” geralmente não “se passa” a sério).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma expressão equivalente: &lt;strong&gt;perder a cabeça&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-3243558968557942973?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/3243558968557942973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=3243558968557942973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/3243558968557942973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/3243558968557942973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/10/maluquices-4.html' title='Maluquices 4'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-4403629344214509377</id><published>2007-10-25T03:06:00.000-07:00</published><updated>2007-10-25T03:08:26.108-07:00</updated><title type='text'>Maluquices 3</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ser chanfrado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quem tem um parafuso a menos ou não bate muito bem da bola pode manifestá-lo esporadicamente, isto é, só de forma rara e acidental, não há nada a fazer para quem é "chanfrado": é-o sempre, e completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aquele funcionário, antes de ir para o emprego, todas as manhãs, compra peixe fresco; depois, deixa-o todo o dia debaixo da secretária, dentro de um saco de plástico (podes imaginar o cheiro nauseabundo!), e só à noite, quando volta para casa, é que o põe no frigorífico, por duas horas, antes de o comer ao jantar. É completamente chanfrado!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma expressão equivalente: &lt;strong&gt;ser doido varrido&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-4403629344214509377?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/4403629344214509377/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=4403629344214509377' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/4403629344214509377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/4403629344214509377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/10/maluquices-3.html' title='Maluquices 3'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-7110780313618437629</id><published>2007-10-24T01:29:00.000-07:00</published><updated>2007-10-24T01:32:14.367-07:00</updated><title type='text'>Maluquices 2</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ter um parafuso a menos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Ser amalucado, tonto, mentalmente desequilibrado", diz o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa. É uma expressão que se usa normalmente para justificar comportamentos fora das normas, não sendo particularmente agressiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Tó tem mesmo um parafuso a menos, então não é que pôs detergente da louça na máquina de lavar roupa?!?!"&lt;br /&gt;(nota: a expressão "então não é que", dita em tom exclamativo e interrogativo simultaneamente, introduz um facto absurdo, que se não pode crer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia-se &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/noticias/ult338u3700.shtml"&gt;este artigo &lt;/a&gt;do jornal Folha de São Paulo para se conhecer a "Ordem do Parafuso" na Argentina (a expressão tem um equivalente directo em espanhol, "faltar un tornillo").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma expressão equivalente: &lt;strong&gt;não jogar com o baralho todo.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-7110780313618437629?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/7110780313618437629/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=7110780313618437629' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7110780313618437629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7110780313618437629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/10/maluquices-2.html' title='Maluquices 2'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-6952381686111486646</id><published>2007-10-23T05:30:00.000-07:00</published><updated>2007-10-24T01:33:20.486-07:00</updated><title type='text'>Maluquices 1</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Não bater bem da bola&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-se de alguém que mostra não ser muito ajuizado (isto é, não ter muito juízo, discernimento), geralmente no seguimento de acções ou reacções desequilibradas e/ou bruscas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- O Miguel ficou furioso com o que lhe disse a senhora da agência de viagens e rasgou o bilhete que tinha comprado em mil pedaços.&lt;br /&gt;- Coitado… Não bate bem da bola…"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se se fizer uma pesquisa na Internet, o termo aparece bastantes vezes como resposta a declarações consideradas infelizes ou despropositadas, em tom de menosprezo (e, no entanto, pode ser dito com afeição, por exemplo face a um comportamento inesperado de uma criança).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma expressão equivalente: &lt;strong&gt;não regular bem da cabeça.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-6952381686111486646?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/6952381686111486646/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=6952381686111486646' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/6952381686111486646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/6952381686111486646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/10/maluquices-1.html' title='Maluquices 1'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-7939499002639444293</id><published>2007-10-23T05:24:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T16:55:46.973-08:00</updated><title type='text'>O Alienista</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/Rx3oMZFa_0I/AAAAAAAAACo/bypWvSNUXEI/s1600-h/stone.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124507250607193922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/Rx3oMZFa_0I/AAAAAAAAACo/bypWvSNUXEI/s320/stone.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Imagem: &lt;em&gt;A Cura da Loucura - Extracção da Pedra da Loucura&lt;/em&gt; (1475- 1489) – Hieronimus Bosch&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que a novela que vamos ler este semestre é &lt;em&gt;O Alienista&lt;/em&gt;, do escritor brasileiro Machado de Assis (1839 – 1908), comecemos por descortinar o significado da palavra: segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia de Ciências de Lisboa, um alienista é um médico especializado no tratamento de doenças psíquicas, sendo o alienado a pessoa que perdeu a razão ou que tem as faculdades mentais perturbadas. O termo &lt;em&gt;alienado&lt;/em&gt;, com essa acepção, encontra-se facilmente nos escritores do século XIX como Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós ou Machado de Assis. Como leremos, o alienista de Machado de Assis é alguém que se propõe tratar os loucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do século XX, devido à influência da teoria marxista - em que o conceito da "alienação" ocupa um lugar central - o termo &lt;em&gt;alienado&lt;/em&gt; passa a designar em primeiro lugar uma outra realidade. Marx considerava como alienado o indivíduo que, por razões económicas e/ou sociais, perdera a consciência de si e renunciara à sua liberdade para se tornar num elemento "sem contexto", explorado pela sociedade; por outras palavras, o indivíduo que tinha prescindido da sua individualidade para servir o capitalismo (ou, enfim, para que dele a sociedade capitalista se servisse). É principalmente com esse sentido que o termo &lt;em&gt;alienado&lt;/em&gt; se encontra na literatura do século XX, por exemplo em obras de escritores neo-realistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao alienado chama-se hoje em dia demente, louco, doido, maluco. Esta semana, vamos tentar dar conta, no blogue, de algumas expressões (maioritariamente populares e bem-humoradas) relacionadas com a loucura. Começamos já de seguida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-7939499002639444293?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/7939499002639444293/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=7939499002639444293' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7939499002639444293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/7939499002639444293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/10/o-alienista.html' title='O Alienista'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/Rx3oMZFa_0I/AAAAAAAAACo/bypWvSNUXEI/s72-c/stone.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-5530353553301982825</id><published>2007-10-19T13:51:00.000-07:00</published><updated>2007-10-19T13:58:48.542-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>Um poema por semana</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Caranguejola&lt;/strong&gt;, de&lt;strong&gt; Mário de Sá-Carneiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, que me metam entre cobertores,&lt;br /&gt;E não me façam mais nada...&lt;br /&gt;Que a porta do meu quarto fique para sempre fechada,&lt;br /&gt;Que não se abra mesmo para ti se tu lá fores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lã vermelha, leito fofo. Tudo bem calafetado...&lt;br /&gt;Nenhum livro, nenhum livro à cabeceira -&lt;br /&gt;Façam apenas com que eu tenha sempre a meu lado&lt;br /&gt;Bolos de ovos e uma garrafa de Madeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não estou para mais - não quero mesmo brinquedos.&lt;br /&gt;Pra quê? Até se mos dessem não saberia brincar...&lt;br /&gt;Que querem fazer de mim com este enleios e medos?&lt;br /&gt;Não fui feito pra festas. Larguem-me! Deixem-me sossegar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite sempre plo meu quarto. As cortinas corridas,&lt;br /&gt;E eu aninhado a dormir, bem quentinho - que amor...&lt;br /&gt;Sim: ficar sempre na cama, nunca mexer, criar bolor -&lt;br /&gt;Plo menos era o sossego completo... História! Era a melhor das vidas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me doem os pés e não sei andar direito,&lt;br /&gt;Pra que hei-de teimar em ir para as salas, de Lord?&lt;br /&gt;- Vamos, que a minha vida por uma vez se acorde&lt;br /&gt;Com o meu corpo, e se resigne a não ter jeito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que me vale sair, se me constipo logo?&lt;br /&gt;E quem posso eu esperar, com a minha delicadeza?&lt;br /&gt;Deixa-te de ilusões, Mário! Bom edrédon, bom fogo -&lt;br /&gt;E não penses no resto. É já bastante, com franqueza...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desistamos. A nenhuma parte a minha ânsia me levará.&lt;br /&gt;Pra que hei-de então andar aos tombos, numa inútil correria?&lt;br /&gt;Tenham dó de mim. Co'a breca! Levem-me prà enfermaria! -&lt;br /&gt;Isto é, pra um quarto particular que o meu Pai pagará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justo. Um quarto de hospital, higiénico, todo branco, moderno e tranquilo;&lt;br /&gt;Em Paris, é preferível - por causa da legenda...&lt;br /&gt;Daqui a vinte anos a minha literatura talvez se entenda -&lt;br /&gt;E depois estar maluquinho em Paris fica bem, tem certo estilo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a ti, meu amor, podes vir às quintas-feiras,&lt;br /&gt;Se quiseres ser gentil, perguntar como eu estou.&lt;br /&gt;Agora, no meu quarto é que tu não entras, mesmo com as melhores maneiras:&lt;br /&gt;Nada a fazer, minha rica. O menino dorme. Tudo o mais acabou.&lt;br /&gt;                                                                &lt;br /&gt;                                                                                                      Paris - Novembro 1915 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário de Sá-Carneiro, &lt;em&gt;Poemas Completos&lt;/em&gt;, edição de Fernando Cabral Martins, Assírio &amp;amp; Alvim, 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mário de Sá-Carneiro&lt;/strong&gt; (1890-1916) foi um dos fundadores da importante revista modernista &lt;em&gt;Orpheu&lt;/em&gt; (1915), pedra basilar do importante movimento modernista português. Tendo estudado em Paris, aí escreveu uma boa parte das suas obras, que se repartem em novelas (&lt;em&gt;A Confissão de Lúcio&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Céu em Fogo&lt;/em&gt;) e livros de poesia (&lt;em&gt;Dispersão&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Indícios de Oiro&lt;/em&gt;). Amigo e confidente de Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro foi um poeta amargurado e profundamente dividido. Acabou por se suicidar, num quarto de hotel, em Paris.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-5530353553301982825?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/5530353553301982825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=5530353553301982825' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/5530353553301982825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/5530353553301982825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/10/um-poema-por-semana.html' title='Um poema por semana'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-3823927704368822809</id><published>2007-10-16T02:46:00.000-07:00</published><updated>2007-10-16T02:52:50.495-07:00</updated><title type='text'>Pontapé de saída</title><content type='html'>O blogue &lt;em&gt;Tempos Compostos&lt;/em&gt; é feito para e por alunos de Português que estudam em Paris. Os seus objectivos são dois: em primeiro lugar, servir de suporte à difusão de conteúdos, principalmente culturais, que não caibam no espaço da sala de aula, sendo inerente a preocupação com a língua portuguesa; em segundo lugar, constituir uma janela para a produção de textos dos alunos resultantes do trabalho desenvolvido nas aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto gestor deste espaço, farei os possíveis por cumprir o primeiro objectivo, colocando em linha textos, canções, ligações para outros sítios na Internet, etc., e procurando facilitar a fruição desses textos (um primeiro esforço nesse sentido, que serve de exemplo, encontra-se abaixo, com a canção "Águas de Março"). Aos alunos, que hoje descobrem este espaço, cabe cumprir o segundo objectivo, com a regularidade e a intensidade que desejarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os leitores serão bem-vindos ao &lt;em&gt;Tempos Compostos&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-3823927704368822809?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/3823927704368822809/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=3823927704368822809' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/3823927704368822809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/3823927704368822809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/10/pontap-de-sada.html' title='Pontapé de saída'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-3099703566260889176</id><published>2007-10-14T09:21:00.001-07:00</published><updated>2007-10-14T09:21:52.228-07:00</updated><title type='text'>Elis Regina, Águas de Março</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/xRqI5R6L7ow' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/xRqI5R6L7ow'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-3099703566260889176?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/3099703566260889176/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=3099703566260889176' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/3099703566260889176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/3099703566260889176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/10/elis-regina-guas-de-maro.html' title='Elis Regina, Águas de Março'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-3982254819265103089</id><published>2007-09-29T15:06:00.001-07:00</published><updated>2007-10-14T04:49:25.720-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='canções'/><title type='text'>São as águas de Março fechando o Verão</title><content type='html'>“Elas fecham o Verão”, diz Elis Regina no início desta gravação. O Verão brasileiro regressa agora, em Outubro. Mas "as nossas” águas de Março aí estão, fechando o nosso Verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Águas de Março (1972)&lt;/strong&gt; , letra e música de &lt;strong&gt;Tom Jobim&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;por &lt;strong&gt;Elis Regina (1945-1982)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pau, é pedra, é o fim do caminho&lt;br /&gt;é um resto de toco, é um pouco sozinho&lt;br /&gt;é um caco de vidro, é a vida, é o sol&lt;br /&gt;é a noite, é a morte, é um laço, é o anzol&lt;br /&gt;é peroba do campo, é o nó da madeira&lt;br /&gt;caingá, candeia, é o Matita Pereira&lt;br /&gt;É madeira de vento, tombo da ribanceira&lt;br /&gt;é o mistério profundo&lt;br /&gt;é o queira ou não queira&lt;br /&gt;é o vento ventando, é o fim da ladeira&lt;br /&gt;é a viga, é o vão, festa da cumeeira&lt;br /&gt;é a chuva chovendo, é conversa ribeira&lt;br /&gt;das águas de março, é o fim da canseira&lt;br /&gt;é o pé, é o chão, é a marcha estradeira&lt;br /&gt;passarinho na mão, pedra de atiradeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ave no céu, uma ave no chão&lt;br /&gt;é um regato, é uma fonte&lt;br /&gt;é um pedaço de pão&lt;br /&gt;é o fundo do poço, é o fim do caminho&lt;br /&gt;no rosto o desgosto, é um pouco sozinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um estrepe, é um prego&lt;br /&gt;é uma ponta, é um ponto&lt;br /&gt;é um pingo pingando&lt;br /&gt;é uma conta, é um conto&lt;br /&gt;é um peixe, é um gesto&lt;br /&gt;é uma prata brilhando&lt;br /&gt;é a luz da manhã, é o tijolo chegando&lt;br /&gt;é a lenha, é o dia, é o fim da picada&lt;br /&gt;é a garrafa de cana, o estilhaço na estrada&lt;br /&gt;é o projeto da casa, é o corpo na cama&lt;br /&gt;é o carro enguiçado, é a lama, é a lama&lt;br /&gt;é um passo, é uma ponte&lt;br /&gt;é um sapo, é uma rã&lt;br /&gt;é um resto de mato, na luz da manhã&lt;br /&gt;são as águas de março fechando o verão&lt;br /&gt;é a promessa de vida no teu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pau, é pedra, é o fim do caminho&lt;br /&gt;é um resto de toco, é um pouco sozinho&lt;br /&gt;é uma cobra, é um pau, é João, é José&lt;br /&gt;é um espinho na mão, é um corte no pé&lt;br /&gt;são as águas de março fechando o verão&lt;br /&gt;é a promessa de vida no teu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pau, é pedra, é o fim do caminho&lt;br /&gt;é um resto de toco, é um pouco sozinho&lt;br /&gt;é um passo, é uma ponte&lt;br /&gt;é um sapo, é uma rã&lt;br /&gt;é um belo horizonte, é uma febre terçã&lt;br /&gt;são as águas de março fechando o verão&lt;br /&gt;é a promessa de vida no teu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pau, é pedra, é o fim do caminho&lt;br /&gt;é um resto de toco, é um pouco sozinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pau, é pedra, é o fim do caminho&lt;br /&gt;é um resto de toco, é um pouco sozinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pau, pedra, fim do caminho&lt;br /&gt;resto de toco, pouco sozinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pau, pedra, fim do caminho,&lt;br /&gt;resto de toco, pouco sozinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dicionário:&lt;br /&gt;toco&lt;/strong&gt; – pedaço final da vela (parte final ou resto do que, sendo inicialmente alongado, se consumiu ou partiu – exemplos: toco de charuto, toco de cigarro, toco de lápis; pau curto)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;caco de vidro&lt;/strong&gt; – fragmento de vidro&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;peroba&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Bras&lt;/em&gt;.)– designação comum de muitas árvores pertencentes a várias famílias, sobretudo às apocináceas e cuja madeira é empregue em carpintaria, marcenaria e construção.&lt;br /&gt;nó da madeira – zona da madeira de forma arredondada, mais dura e saliente&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;caingá&lt;/strong&gt; – índio tupi-guarani (&lt;em&gt;cf. ligação abaixo&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;candeia&lt;/strong&gt; – Utensílio (de barro, lata, ferro…), com bico, que produz iluminação por queima de combustível (geralmente, azeite, óleo, petróleo…)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Matita Pereira&lt;/strong&gt; – ou &lt;strong&gt;Saci-Pererê&lt;/strong&gt;, personagem mitológica brasileira que vive no campo (criança negra só com uma perna, usando um gorro vermelho e fumando um cachimbo)&lt;br /&gt;tombo da ribanceira – queda de um local íngreme, de um precipício&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ladeira&lt;/strong&gt; – inclinação de terreno, encosta, declive&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;viga&lt;/strong&gt; – elemento estrutural de construção (em madeira, metal, betão armado…)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;vão&lt;/strong&gt; – espaço vazio; distância entre dois apoios consecutivos de uma estrutura&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;festa da cumeeira&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Bras&lt;/em&gt;.) – comemoração do momento em que a construção de uma casa chega ao tecto (&lt;strong&gt;cumeeira&lt;/strong&gt; – parte mais elevada do telhado)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;marcha estradeira&lt;/strong&gt;- caminhada ao longo da estrada&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;atiradeira&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Bras&lt;/em&gt;.) – forquilha com elástico que permite atirar pedras à distância (em Portugal, diz-se &lt;strong&gt;fisga&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;estrepe&lt;/strong&gt; – pico de um vegetal, pedaço de madeira pontiagudo, espinho&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;é o fim da picada&lt;/strong&gt; – expressão idiomática: é o limite extremo do que se considera admissível ou tolerável&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;carro enguiçado&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Bras&lt;/em&gt;.) – carro que deixou de funcionar por defeito ou avaria, que emperrou&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;febre terçã&lt;/strong&gt; – o mesmo que &lt;strong&gt;paludismo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;[utilizando o &lt;em&gt;Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea&lt;/em&gt;, da Academia das Ciências de Lisboa, ed. Verbo, 2001]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para compreender melhor a letra da canção, leia-se&lt;a href="http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/poesias/tomjobim_aguasdemarco.htm"&gt; &lt;strong&gt;esta breve análise da Tv Cultura&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-3982254819265103089?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/3982254819265103089/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=3982254819265103089' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/3982254819265103089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/3982254819265103089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/09/so-as-guas-de-maro-fechando-o-vero.html' title='São as águas de Março fechando o Verão'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8564075948886313688.post-6224530577586169112</id><published>2007-09-29T15:06:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T16:55:47.381-08:00</updated><title type='text'>EI-LO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/Rv7NXBPng4I/AAAAAAAAAA8/JlBH-XUU6eg/s1600-h/labtop.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5115752022094087042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/Rv7NXBPng4I/AAAAAAAAAA8/JlBH-XUU6eg/s320/labtop.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Este é o arado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8564075948886313688-6224530577586169112?l=temposcompostos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://temposcompostos.blogspot.com/feeds/6224530577586169112/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8564075948886313688&amp;postID=6224530577586169112' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/6224530577586169112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8564075948886313688/posts/default/6224530577586169112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://temposcompostos.blogspot.com/2007/09/ei-lo.html' title='EI-LO'/><author><name>prof</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08161258080743650532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://img67.imageshack.us/img67/5915/img6725gt6.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_E0gT9BgZrec/Rv7NXBPng4I/AAAAAAAAAA8/JlBH-XUU6eg/s72-c/labtop.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
